
André Ventura, líder do partido Chega, da extrema-direita de Portugal, afirmou que não daria asilo ao senador fugitivo Flávio Bolsonaro (PL-RJ) caso estivesse no governo português, e aconselharia o senador a retornar ao Brasil para enfrentar a Justiça. A declaração ocorreu em entrevista à CNN Portugal na quinta-feira (29).
Questionado sobre uma hipótese de acolhimento ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Ventura disse que Flávio deveria regressar ao país. “Enfrentar a justiça” e tentar vencer a disputa no Brasil, afirmou o dirigente português.
Ventura declarou conhecer Flávio Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro e o ex-presidente Jair Bolsonaro. Mesmo ao citar essa proximidade, ele separou a relação política das regras que tratariam de um eventual pedido de asilo em Portugal.
O presidente do Chega também afirmou não saber se houve fraude na eleição brasileira. Na entrevista, sustentou que quem se propõe a enfrentar o sistema deve permanecer em seu próprio país para fazê-lo.
🚨URGENTE – André Ventura, presidente do Chega em Portugal, diz que não daria asilo a Flávio Bolsonaro, que o aconselharia a voltar para o Brasil
“Aconselha-ló-ia a voltar ao Brasil e enfrentar a justiça e conseguir vencer no seu país dando explicações.” https://t.co/fjfzBYfHbx
— SPACE LIBERDADE (@NewsLiberdade) October 31, 2026
Ventura citou regras portuguesas e europeias sobre eventual asilo
Ao responder à pergunta, Ventura mencionou a legislação portuguesa e o quadro europeu como limites para uma eventual concessão de asilo. A entrevista tratou de uma hipótese, sem indicação de que Flávio Bolsonaro tenha apresentado pedido às autoridades portuguesas.
A posição do dirigente contrasta com manifestações de apoio que integrantes da direita internacional costumam dirigir à família Bolsonaro. Ventura não ofereceu respaldo para que o senador deixasse o Brasil diante de questionamentos judiciais.
Trechos da entrevista circularam nas redes sociais brasileiras em vídeo compartilhado pela conta NewsLiberdade. As falas também foram registradas pelo jornal português Observador.
Flávio Bolsonaro não teve uma resposta incluída nos trechos divulgados da entrevista. A declaração de Ventura se refere especificamente à possibilidade hipotética de asilo em Portugal e à recomendação para que o senador permaneça no Brasil.