
Gianni Nogueira, mulher do deputado federal Rodolfo Nogueira (PL), e o deputado federal Marcos Pollon estariam pedindo milhões de reais para desistir de suas candidaturas ao Senado, segundo anotações atribuídas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um documento interno do Partido Liberal.
Os valores aparecem em um mapa intitulado “Situação nos Estados”, apresentado em reunião da cúpula da legenda e obtido pela Folha de S.Paulo, que detalha cenários eleitorais em Mato Grosso do Sul.
No caso de Gianni Nogueira, vice-prefeita de Dourados e esposa de Rodolfo Nogueira, a pedida para retirar a candidatura seria de R$ 5 milhões. Já Marcos Pollon, também pré-candidato ao Senado, pediria R$ 15 milhões para “mudar de ideia”, conforme as anotações.
O documento foi discutido em reunião que contou com dirigentes do PL, além do senador Rogério Marinho (PL-RN) e do presidente da sigla, Valdemar Costa Neto. As anotações ainda trazem avaliações sobre a disputa local e estratégias para as eleições, incluindo o apoio do partido ao governador Eduardo Riedel (PP), que deve buscar a reeleição.

O Partido Liberal pretende lançar dois nomes ao Senado no estado: o ex-governador Reinaldo Azambuja e Capitão Contar.
Sobre Contar, Flávio Bolsonaro anotou: “recall, melhor nas pesquisas”. Pollon, por sua vez, tem perdido espaço dentro da sigla desde que Azambuja assumiu o comando regional e deve migrar para o Novo durante a janela partidária.
Negativas dos envolvidos
Marcos Pollon negou as informações e afirmou que não condiciona sua candidatura a valores financeiros. “Eles sabem que eu não trabalho desse jeito. Quem trabalha com militância não precisa de dinheiro. Isso é uma campanha de assassinato de reputação porque sabem que não estou à venda e não me dobro a acordos”, declarou.
Flávio Bolsonaro também contestou o conteúdo das anotações. “Aquilo nunca aconteceu […] eu anotei para avisá-lo de que estavam falsamente divulgando isso”, afirmou o senador.