Anotações revelam plano de Flávio Bolsonaro para Ciro Gomes nas eleições

Atualizado em 25 de fevereiro de 2026 às 20:51
Montagem de fotos de Ciro Gomes e Flávio Bolsonaro
Ciro Gomes e Flávio Bolsonaro – Reprodução

Anotações feitas por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante uma reunião do Partido Liberal revelam cenários em estudo para as eleições de 2026. O documento, intitulado “situação nos Estados”, registra possibilidades de alianças e nomes cotados em diferentes regiões do país. Entre eles, aparecem Eduardo Bolsonaro, listado como opção ao Senado por São Paulo, e Ciro Gomes, citado como possível aliado no Ceará.

Em São Paulo, além de Eduardo, surgem como alternativas Renato Bolsonaro, Mario Frias (PL), o vice-prefeito coronel Mello Araújo (PL) e Marco Feliciano (PL). Guilherme Derrite (PP) é apontado para uma das vagas ao Senado.

Ao lado do nome de Felício Ramuth (PSD), vice de Tarcísio de Freitas, há um cifrão. Ramuth foi citado pelo site Metrópoles como alvo de investigação em Andorra sob suspeita de lavagem de dinheiro, informação classificada por Tarcísio como “fofoca”.

No Ceará, o nome de Ciro Gomes aparece com a anotação de que sua presença no palanque poderia viabilizar um embate entre Capitão Wagner e o PT. Também são mencionados Alcides Fernandes (PL), Priscila Costa (PL) e Roberto Cláudio (União) para o Senado.

Em Santa Catarina, o senador Esperidião Amin (PP), aliado histórico da família Bolsonaro, surge com o nome riscado, enquanto Carlos Bolsonaro (PL) e Caroline de Toni (PL) são indicados como opções.

Outro trecho que chamou atenção envolve o deputado Marcos Pollon (PL-MS). Ao lado do Mato Grosso do Sul, consta a frase “Pollon pediu 15 mi p/ não ser candidato”. Flávio afirmou que a anotação se referia a um comentário que teria ouvido e que registrou para alertar o parlamentar sobre a circulação da acusação.

Pollon declarou em rede social que nunca solicitou qualquer valor para desistir de candidatura. O documento também lista nomes e estratégias em Estados como Minas Gerais, Paraná, Distrito Federal e Rio Grande do Sul, indicando que o PL ainda articula composições regionais para a disputa presidencial.