Ao carregar Portugal nas costas, Cristiano Ronaldo provou ter o que falta a Messi. Por Davi Nogueira

Cristiano Ronaldo foi decisivo na estreia de Portugal pela Copa do Mundo. Com três gols o atacante arrancou, sozinho, o empate contra a Espanha, seleção base do Real Madrid, time pelo qual o português atua.

O jogador é a principal referência da seleção portuguesa, para não dizer que é a única. Assim como Messi pela Argentina, é um desafio jogar sem os seus talentosos companheiros de equipe. O argentino já foi muito criticado por suas atuações apagadas e até pensou em se aposentar da seleção depois de perder, em dois anos seguidos, a final da Copa América para o Chile.

Cristiano não tem esse problema. Nas eliminatórias da Copa de 2014, destruiu a Suécia no jogo que valia vaga no torneio, ao fazer três gols.

Dois anos depois, na Eurocopa, carregou o time nas costas e deu a Portugal o primeiro título da sua história.

Aí é que está a diferença entre os dois craques. Quando a equipe está em apuros, mesmo que seus companheiros sejam mancos, CR7 vai lá e resolve a parada num só lance.

Ultimamente essa dificuldade que Messi tem de decidir os jogos vem se estendendo para o seu clube também. Na última Liga dos Campeões o Barcelona perdeu por 3 a 0 para a Roma e foi eliminado, num jogo em que o argentino não chutou ao gol uma vez sequer.

Em compensação, Ronaldo ganhou o campeonato pelo Real Madrid.

Agora, sem os astros do futebol que o acompanham no seu clube, o desafio é muito maior, porém Cristiano Ronaldo já mostrou a que veio.

 

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