
Pelo menos 25 agentes da Guarda Nacional morreram durante as operações realizadas neste domingo (23) para capturar Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, líder do Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG).
O balanço preliminar foi divulgado pelo secretário de Segurança Federal, Omar García Harfuch, que também confirmou a morte de um funcionário da Procuradoria-Geral do Estado, de um agente penitenciário e de uma mulher atingida durante os confrontos. Segundo ele, ao menos 30 supostos integrantes do grupo criminoso também foram mortos nas ações.
Harfuch informou ainda que 70 pessoas foram presas após os confrontos que se espalharam por diferentes pontos de Jalisco e alcançaram outros Estados. Em nota anterior, a Secretaria da Defesa havia relatado que três militares ficaram feridos na operação realizada em Tapalpa, onde El Mencho foi localizado. No entanto, as autoridades não detalharam se entre os mortos estão agentes que participaram diretamente dessa ação.

Durante o ataque em Tapalpa, morreram oito integrantes do CJNG, entre eles El Mencho e dois de seus seguranças. Inicialmente, o governo havia informado quatro baixas do cartel, mas o secretário da Defesa, Ricardo Trevilla, explicou que, após o cessar-fogo, novos corpos foram encontrados na área. O líder do cartel e seus guarda-costas estavam gravemente feridos e morreram durante o traslado ao hospital. Outros integrantes foram mortos na troca de tiros com as forças de segurança.
Ricardo Trevilla prestou condolências às famílias dos agentes mortos e se emocionou ao falar sobre a operação, interrompendo brevemente seu discurso. Ele afirmou que, apesar das perdas, a ação demonstrou “a força do Estado mexicano” e classificou a missão como bem-sucedida. Em Michoacán, onde a violência também se espalhou, foram registradas 13 agressões contra forças de segurança, deixando 15 agentes feridos e quatro suspeitos mortos.
Bloqueios de estradas e ataques coordenados levaram as autoridades a decretar emergência na região. O governo federal destacou o “respeito e respaldo” aos agentes que morreram durante as horas de intensa violência desencadeadas após a queda do principal líder do narcotráfico no país.