
O presidente Lula participa nesta quarta (28) do Fórum Econômico Internacional América Latina e Caribe, promovido pelo CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe). A sessão inaugural ocorre na Cidade do Panamá e o evento segue até a noite de quinta (29), reunindo lideranças políticas e autoridades econômicas da região.
Durante o discurso, o presidente afirmou que a região tem sido vítima de “intervenções militares ilegais” e reclamou da paralisia de organismos internacionais. “A Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) está paralisada, apesar dos esforços do nosso querido presidente Petro [da Colômbia]. A Celac não consegue produzir nem mesmo uma única declaração contra a intervenções militares ilegais que abalam a nossa região”, disse.
Ele ainda defendeu a inovação para reposicionar América Latina e Caribe no cenário econômico internacional e citou a desigualdade econômica na região. “A concentração de riquezas gera pobreza, fome e violência”, disse o petista.
O petista também detonou os países envolvidos em guerras e conflitos internacionais, como os Estados Unidos. Ele ainda citou a importância da defesa da democracia e dos direitos humanos. “Em um mundo envolto em turbulências, o Brasil escolheu o mundo da democracia, da paz e da integração regional”, prosseguiu.
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O fórum contará com a presença de chefes de Estado e de governo como Gustavo Petro, da Colômbia; Daniel Noboa, do Equador; Bernardo Arévalo; além da primeira-ministra de Barbados, Mia Mottley, e do primeiro-ministro da Jamaica, Andrew Holness. Também participam o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, e o presidente eleito do Chile, José Antonio Kast.
Além da agenda no fórum, Lula visita às 14h a Eclusa de Cocolí e, na sequência, segue para o Palácio de las Garzas, onde se reúne com o presidente do Panamá, José Raúl Mulino. Segundo o governo brasileiro, a participação no encontro reforça a defesa do diálogo regional, independentemente das diferenças ideológicas entre os governos latino-americanos.