
A Polícia Federal solicitou ainda em outubro do ano passado a autorização para deflagrar a segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de crimes envolvendo o Banco Master. A informação surge após a cobrança feita pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a demora na realização da operação. Com informações do UOL.
Segundo a apuração, o pedido foi apresentado quando a investigação ainda tramitava na primeira instância, na Justiça Federal em São Paulo. Com a remessa do caso ao STF, o processo passou por nova análise, o que ampliou o tempo necessário para a liberação das buscas.
Na decisão que autorizou a nova fase da operação, Toffoli afirmou que a PF não havia cumprido o prazo determinado para a deflagração da ação. O ministro havia concedido 24 horas, a partir de domingo (12), para o cumprimento dos mandados, prazo que se esgotou sem a execução imediata.
A Polícia Federal informou que a demora ocorreu por razões logísticas. Segundo a corporação, foi necessário confirmar endereços atualizados, verificar a pertinência das diligências e mobilizar efetivo para o cumprimento de mandados em cinco estados: São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.
Na terça-feira, a PF complementou as informações enviadas ao STF, indicando novos endereços dos investigados onde deveriam ser cumpridos os mandados. Após essa atualização, a operação foi autorizada e executada.
Inicialmente, Toffoli havia rejeitado um pedido para a realização de novas buscas, mas mudou de posição após o envio de novos elementos pela PF. O material foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR), que passou a analisar o caso sob o entendimento de que se trata de uma investigação mais ampla, não restrita apenas às relações entre o Banco Master e o BRB.