Após 18 anos juntos, Gilmar Mendes e Guiomar se separam

Atualizado em 29 de novembro de 2025 às 9:06
Guiomar e Gilmar Mendes. Foto: Estadão

O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes e a advogada Guiomar Feitosa anunciaram o fim do casamento após 18 anos de união. Apesar da separação, ambos afirmam que a amizade permanece intacta, fruto de uma relação de quase cinco décadas. “Cansamos de ser casados, mas não cansamos, e jamais cansaremos, de ser amigos”, declarou Guiomar. Gilmar reforçou que “nada muda em uma relação de muita amizade e respeito”. As informações são de Mônica Bergamo.

Mesmo após decidirem se separar, os dois viajaram juntos nesta semana para Lisboa e Roma, onde o ministro participou de compromissos jurídicos. O casal, conhecido pelo forte trânsito político e acadêmico em Brasília, continuará convivendo com naturalidade em eventos familiares e profissionais.

Gilmar e Guiomar se conheceram em 1978, quando cursavam direito na Universidade de Brasília. Ambos tinham as maiores médias da turma e chegaram a trabalhar juntos em um projeto do CNPQ. Após seguirem caminhos diferentes —ela, mãe de cinco filhos; ele, estudando e formando família na Alemanha—, retomaram o convívio no fim dos anos 1990.

O ministro do STF Gilmar Mendes e a advogada Guiomar Feitosa em Roma na semana passada. Foto: Arquivo Pessoal

O reencontro aconteceu durante o período em que Gilmar ocupava a Advocacia-Geral da União no governo Fernando Henrique Cardoso, que posteriormente o indicou ao STF. A relação de amizade evoluiu para namoro e casamento em 2007, quando ambos já estavam separados de seus parceiros anteriores.

Juntos, formaram um núcleo familiar ampliado, o “familião”, com filhos e netos de ambos os lados. Os netos de Gilmar chamam Guiomar de “vovó Guio”, e o ex-casal afirma que essa convivência seguirá sem alterações. A rotina afetiva e os laços com familiares e amigos próximos serão mantidos.

Guiomar construiu carreira no Ministério da Justiça e nos tribunais superiores, atuando ao lado de ministros como Petrônio Portella, Ibrahim Abi-Ackel e Marco Aurélio Mello. Gilmar acumulou trajetória acadêmica na Alemanha, passou pelo Ministério da Justiça e pela AGU antes de chegar ao STF. A separação ocorre sem ruptura pública, preservando a imagem de um dos casais mais conhecidos do meio jurídico.