
O desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, completa 21 dias neste sábado (24) em Bacabal, no interior do Maranhão. Diante da ausência de vestígios e após o depoimento do primo de 8 anos que estava com as crianças, as forças de segurança decidiram alterar a estratégia de atuação.
Desde o início de janeiro, equipes da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e outros órgãos atuam na região do Quilombo São Sebastião dos Pretos. Com o avanço limitado das buscas e nenhuma pista concreta, a Secretaria de Estado de Segurança Pública do Maranhão anunciou a redução das varreduras amplas e o reforço da investigação policial.
De acordo com a SSP-MA, as equipes permanecerão em prontidão para retomar buscas pontuais sempre que surgirem novos indícios. O foco agora está no aprofundamento do inquérito conduzido pela Polícia Civil, que passa a concentrar esforços na análise de informações e cruzamento de dados.
Mesmo com a mudança de estratégia, as buscas no rio Mearim continuam. Grupos especializados seguem mobilizados para atuar em áreas de mata, lagoas e regiões rurais, com apoio de forças federais, incluindo o Exército Brasileiro.
Crianças desaparecidas no MA: depoimento de menino e ausência de vestígios levam polícia a mudar estratégia https://t.co/yfvHLcej6R pic.twitter.com/l55kZo6cfl
— g1 (@g1) January 24, 2026
Para ampliar o alcance das informações, a Polícia Civil acionou o protocolo Amber Alert. O sistema emite alertas emergenciais sobre desaparecimento de crianças e utiliza plataformas como Facebook e Instagram para divulgar imagens e dados das vítimas em um raio de até 200 quilômetros do local do desaparecimento.
O depoimento do primo de 8 anos teve papel central na redefinição das buscas. Após ser encontrado três dias depois de se perder na mata, o menino recebeu alta hospitalar no dia 20 e, com autorização judicial, acompanhou as equipes para indicar os caminhos percorridos pelo grupo.
Segundo o relato, as crianças entraram na mata para chegar a um pé de maracujá próximo à casa do pai do menino. Para evitar serem vistos por um familiar, seguiram por outro trajeto e acabaram se perdendo. Ele afirmou que não havia adultos acompanhando o percurso e que não encontraram alimento no caminho.
Durante o trajeto, o menino apontou a existência de uma casa abandonada, descrita como uma “casa caída”. O local foi confirmado por investigadores e cães farejadores, que identificaram vestígios das três crianças. Segundo o relato, foi próximo a essa estrutura que ocorreu a separação do grupo, quando o menino seguiu por um caminho e os irmãos por outro.