Após apostar num vermífugo contra a covid, Marcos Pontes trabalha no desenvolvimento de uma vacina brasileira

Quando ele voltou do espaço a primeira atitude que tomou foi pedir aposentadoria. Em seguida, virou vendedor de travesseiro. Eis o primeiro astronauta brasileiro.

No auge da pandemia, o ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, anunciou um blefe relativo ao tratamento da covid-19: um elixir milagroso, a nitazoxanida, conhecida como “Annita”, que logo virou piada.

Segundo o astronauta que se aposentou e virou vendedor de travesseiros assim que voltou do espaço, a droga, um vermífugo de baixo custo, atuava para reduzir a carga viral de covid-19.

Deu em nada a palhaçada, mas quem sem importou?

Em meio ao circo que se tornou o Brasil, o assunto logo acabou esquecido e Pontes seguiu sua rotina passeando pelo mundo na certeza de estar sendo esquecido por Bolsonaro e pela opinião pública.

Eis que, na segunda onda da pandemia, que já instalou o caos em Manaus e vai chegar com força nos demais estados, Bolsonaro anunciou que Pontes traz uma outra boa nova: está trabalhando “numa vacina brasileira” contra a covid.

Como era de esperar, não se sabe quando, onde, tampouco como.

“Ele acha que pode ficar pronta ainda este ano”, disse Bolsonaro em entrevista ao jornalista José Luiz Datena. “Está na fase experimental ainda, quem sabe até poderemos usá-la”, disse Bolsonaro, que não soube dar detalhes simples como, por exemplo, onde o imunizante está sendo desenvolvido.

“Não tenho ideia”, reconheceu Jair.

“O Marcos Pontes é uma pessoa diferenciada e eu não sei onde está sendo desenvolvida”.

Assista a entrevista e acredite se quiser:

 

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