
O governador bolsonarista de Rondônia, Marcos Rocha, anunciou que não disputará uma vaga no Senado nas eleições deste ano. Recém-filiado ao PSD, ele decidiu permanecer no cargo até o fim do mandato.
A decisão envolve também o vice-governador Sérgio Gonçalves, que não assumirá o Executivo estadual. Rocha e Gonçalves estão rompidos politicamente após divergências sobre a sucessão e articulações eleitorais.
Nos bastidores, o vice já negociava alianças próprias e não demonstrava apoio à candidatura de Rocha ao Senado. Diante desse cenário, o governador optou por não se afastar do cargo e indicará o prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, filiado ao PSD, como candidato à sua sucessão no governo estadual.
A legislação eleitoral determina que governadores devem renunciar ao mandato até seis meses antes do pleito caso desejem concorrer a outro cargo. Ao desistir da disputa, Rocha evita a transmissão do governo ao vice e mantém o controle do Executivo até o fim do mandato.

Em declaração pública, o governador afirmou que a decisão foi tomada apesar de liderar pesquisas eleitorais. Segundo ele, a permanência no cargo permitirá concluir projetos em andamento e cumprir compromissos assumidos com o eleitorado.
A filiação de Rocha ao PSD integra uma estratégia conduzida pelo presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab. O partido repetiu o movimento feito anteriormente com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao atrair chefes de Executivos estaduais vindos do União Brasil.
Com essas adesões, o PSD passou a contar, em menos de uma semana, com dois governadores bem avaliados em seus Estados. A movimentação tem impacto direto na formação dos palanques regionais para a eleição presidencial de 2026.
Eleito governador em 2018 pelo PSL, Marcos Rocha se reelegeu em 2022 já filiado ao União Brasil. O histórico eleitoral de Rondônia inclui disputas marcadas pela polarização entre candidatos de direita, cenário que volta a influenciar as articulações para o próximo pleito.