Após comemorar ataque dos EUA à Venezuela, María Corina é descartada por Trump para comandar país

Atualizado em 3 de janeiro de 2026 às 16:29
A líder da oposição venezuelana María Corina Machado

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que a líder da oposição venezuelana María Corina Machado não tem respaldo suficiente para governar a Venezuela. A declaração foi feita durante coletiva em Mar-a-Lago, horas após a captura de Nicolás Maduro em uma operação militar americana.

Trump disse ter conversado com María Corina e a descreveu como “uma mulher muito legal”, mas avaliou que ela não conta com o respeito necessário do povo venezuelano. Segundo o presidente, essa falta de apoio interno tornaria inviável a condução de um governo em um momento de crise institucional profunda.

No mesmo pronunciamento, Trump afirmou que os Estados Unidos irão governar a Venezuela durante um período de transição. De acordo com ele, essa administração provisória seguirá até que seja estabelecida uma “transição adequada e justa”, sob supervisão americana, incluindo o controle da infraestrutura estratégica do país.

O presidente americano também declarou que, durante esse período, o petróleo venezuelano será explorado por empresas dos Estados Unidos. Segundo Trump, uma petroleira americana ficará responsável por reativar a produção e a infraestrutura, permitindo que o petróleo “volte a fluir”. Veja na integra:

Mais cedo, María Corina Machado divulgou uma carta na qual afirmou que a captura de Maduro representa a aplicação da justiça internacional contra crimes cometidos durante o regime. No texto, ela defendeu que chegou o momento da soberania popular e da reconstrução democrática do país.

Na carta, a líder da oposição sustentou que Edmundo González Urrutia foi o vencedor legítimo da eleição presidencial de 2024, conforme apontado por organizações internacionais. Segundo ela, González deve assumir imediatamente o mandato constitucional e ser reconhecido como comandante-em-chefe das Forças Armadas.

Após o ataque dos EUA, González afirmou que a Venezuela vive “horas decisivas” e disse que a oposição está pronta para conduzir um processo de reconstrução nacional. Ele pediu mobilização da população e apoio internacional para consolidar a mudança política.

Enquanto María Corina pressiona pela posse imediata de González, Trump indicou que não tem pressa em transferir o poder. O presidente dos EUA afirmou ainda que negocia os próximos passos com a vice-presidente venezuelana Delcy Rodríguez e não descartou o envio de tropas para garantir o controle do país durante a transição.