Após manobra da Fifa e de Trump, Balogun é titular pelos EUA contra a Bélgica

Atualizado em 6 de julho de 2026 às 21:28
Balogun
Falorin Balogun em Seattle para o jogo contra a Bélgica. Foto: Agustin Marcarian/Reuters

Folarin Balogun foi escalado como titular pelos Estados Unidos contra a Bélgica nesta segunda-feira (6), pelas oitavas de final da Copa do Mundo, em mais um capítulo da decisão polêmica da Fifa que suspendeu a punição automática pelo cartão vermelho recebido pelo atacante na fase anterior.

Balogun havia sido expulso pelo árbitro brasileiro Raphael Claus na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e Herzegovina, após revisão do VAR. Pela regra geral da competição, o cartão vermelho deveria tirá-lo da partida seguinte. A Fifa, porém, suspendeu a aplicação da sanção por um período probatório de um ano, permitindo que o atacante enfrentasse a Bélgica.

A Bélgica tentou contestar a elegibilidade do jogador, mas o pedido foi rejeitado pela Fifa como inadmissível. A decisão aumentou o desgaste da entidade, que passou a ser cobrada por falta de transparência e por abrir uma exceção justamente em favor da seleção anfitriã, depois que Donald Trump admitiu ter pedido a Gianni Infantino a revisão do caso.

No momento da publicação da matéria, o jogo já estava em andamento, e os Estados Unidos perdiam por 1 a 0 para a Bélgica. A escalação de Balogun, confirmada pela própria seleção estadunidense, manteve no centro da partida uma discussão que ultrapassou o campo e atingiu diretamente a credibilidade disciplinar da Fifa.

A presença do atacante em campo virou símbolo da crise. A entidade tenta sustentar que não anulou a expulsão, apenas suspendeu os efeitos da punição, mas a consequência prática foi simples: um jogador que deveria cumprir suspensão pôde começar como titular em um mata-mata de Copa do Mundo.

Laura Jordão
Estudante de Sociologia e Política na Fundação Escola de Sociologia e Política; escrevo pelo Diário do Centro do Mundo!