
O dólar encerrou esta segunda-feira (23) em queda de 0,14%, cotado a R$ 5,1685, no menor nível desde 28 de maio de 2024, quando fechou a R$ 5,1534. A moeda chegou a subir no início do pregão, mas perdeu força ao longo do dia. O Ibovespa também operou no campo negativo na última hora de negociações.
No acumulado, o dólar registra recuo de 0,14% na semana, queda de 1,51% no mês e desvalorização de 5,83% no ano. Já o Ibovespa soma alta de 2,18% na semana, avanço de 5,06% no mês e valorização de 18,25% em 2026.
No exterior, o mercado segue atento à decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que derrubou o chamado tarifaço do presidente Donald Trump. Por 6 votos a 3, a Corte entendeu que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) não autoriza o presidente a impor tarifas de forma unilateral.
O presidente da Corte, John Roberts, afirmou que Trump precisa de uma “autorização clara do Congresso” para criar novas tarifas. Após o revés, o republicano anunciou aumento da alíquota global de 10% para 15%, com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974.

Segundo o especialista em comércio exterior Jackson Campos, “para a maioria dos produtos, permanece a tarifa normal do item [ou seja, as taxas já em vigor antes do tarifaço de 2025], acrescida do novo adicional temporário global de 15%”. Ele destacou que o aço e o alumínio brasileiros continuam com alíquota de 50%, além do novo adicional.
No Brasil, o Boletim Focus indicou a sétima redução consecutiva na projeção de inflação para 2026, de 3,95% para 3,91%. A expectativa para a taxa básica de juros ao fim de 2026 caiu de 12,25% para 12,13% ao ano. A previsão de crescimento do PIB subiu levemente para 1,82%.
Nos mercados globais, Wall Street operou em queda diante das incertezas comerciais. Na Europa, o STOXX 600 recuou 0,45%, o DAX caiu 1,06% e o CAC 40 perdeu 0,22%. Na Ásia, o Hang Seng subiu 2,5% e o Kospi avançou 0,7%, enquanto outras bolsas tiveram desempenho misto.