Após tragédia no Jaguaré, Sabesp provoca novo vazamento de gás em São Paulo

Atualizado em 4 de junho de 2026 às 22:33
Sabesp vazamento de gás
Vazamento de gás natural após obras de manutenção da Sabesp. Foto: Reprodução

Uma manutenção emergencial da Sabesp atingiu um encanamento de gás e interditou uma rua no Centro de São Paulo na noite desta quinta-feira (4). O vazamento ocorreu na Rua Dr. Teodoro Baima, na República, e foi confirmado pelo Corpo de Bombeiros.

A Comgás informou que recebeu chamado às 19h15 sobre dano na rede de gás encanado causado por terceiros. A equipe chegou ao local às 19h37 e eliminou o vazamento. A Sabesp disse que o problema ocorreu durante uma manutenção emergencial na rede de água.

Em nota, a empresa afirmou que, ao constatar a perfuração, interrompeu os trabalhos, acionou protocolos de segurança e comunicou a concessionária responsável pela rede de gás. A área foi isolada preventivamente, e não houve registro de vítimas.

O novo vazamento ocorreu três dias depois de a Sabesp anunciar um pacote de medidas de segurança para obras com perfuração de solo. As novas diretrizes foram apresentadas após a explosão no Jaguaré, na zona oeste da capital, que deixou dois mortos e destruiu ou danificou dezenas de imóveis.

Entre as mudanças anunciadas estão a ampliação das chamadas “janelas de inspeção”, aberturas feitas manualmente no solo para confirmar a posição de tubulações antes do uso de máquinas, e a instalação de câmeras de monitoramento nas frentes de obras até o fim do ano.

A ocorrência no Centro se soma a outros problemas recentes envolvendo a companhia. Também nesta quinta, houve vazamentos de água em Santo André, no ABC Paulista, e em Pinheiros, na zona oeste da capital. Na semana anterior, o rompimento de uma adutora deixou mais da metade de Guarulhos sem água.

A Sabesp foi privatizada em julho de 2024, em operação conduzida pelo governo Tarcísio de Freitas. Após a explosão no Jaguaré, o governador afirmou que o aumento do volume de obras elevou também a preocupação com a segurança operacional e disse que concessionárias seriam cobradas pelos órgãos de regulação.

Laura Jordão
Estudante de Sociologia e Política na Fundação Escola de Sociologia e Política; escrevo pelo Diário do Centro do Mundo!