
Os Estados Unidos atacaram a ilha iraniana de Qeshm nesta segunda-feira (2), na véspera das eleições de meio de mandato estadunidenses, segundo o Wall Street Journal. O jornal, que cita autoridades americanas, afirma que a operação integra uma série de ofensivas limitadas realizadas por Washington nas últimas semanas.
A ilha fica no Estreito de Ormuz, passagem estratégica para o transporte de petróleo. A agência estatal iraniana IRNA relatou uma série de explosões na região, mas não esclareceu sua causa. O registro das detonações não constitui, por si só, confirmação da autoria do ataque.
De acordo com a reportagem, as ações foram realizadas em menor escala e mantidas deliberadamente em segredo. O objetivo seria evitar que fossem interpretadas como sinal de uma decisão dos Estados Unidos de retomar uma campanha militar de grande porte contra o Irã.
WATCH: 🇺🇸🇮🇷 Initial footage of
US strikes on Qeshm Island, Iran. https://t.co/1DwUKEwITo pic.twitter.com/wdHUadflWU— The Observer Lens (@TheObserverLens) November 2, 2026
O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), responsável pelas operações militares americanas no Oriente Médio, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. A autoria americana foi relatada pelo jornal com base nas autoridades ouvidas, sem um anúncio público do comando militar sobre a operação.
Mais cedo, Trump havia manifestado confiança na possibilidade de um acordo com Teerã. Questionado por jornalistas se considerava atacar o Irã depois das eleições desta terça-feira (3), o presidente respondeu: “Não”. A declaração tratava da possibilidade de novas ações após a votação.
No domingo (1º), o porta-voz do Exército iraniano, Mohammad Akraminia, advertiu que “uma nova guerra pode durar mais do que a anterior”. A resposta ocorreu depois de Trump afirmar que poderia resolver os alvos restantes no país em “dez minutos”. Estados Unidos e Irã estão em guerra desde 28 de fevereiro.
O líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, também havia ordenado uma resposta “imediata, contundente e sem limites geográficos” a novas ameaças. A orientação foi dada em encontro com comandantes militares no sábado (31), em meio às declarações de Trump sobre uma possível retomada de ofensivas depois das eleições.