Após Trump falar em acordo, EUA fazem ataque secreto a ilha iraniana

Atualizado em 2 de novembro de 2026 às 22:55
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Joyce N. Boghosian/Casa Branca

Os Estados Unidos atacaram a ilha iraniana de Qeshm nesta segunda-feira (2), na véspera das eleições de meio de mandato estadunidenses, segundo o Wall Street Journal. O jornal, que cita autoridades americanas, afirma que a operação integra uma série de ofensivas limitadas realizadas por Washington nas últimas semanas.

A ilha fica no Estreito de Ormuz, passagem estratégica para o transporte de petróleo. A agência estatal iraniana IRNA relatou uma série de explosões na região, mas não esclareceu sua causa. O registro das detonações não constitui, por si só, confirmação da autoria do ataque.

De acordo com a reportagem, as ações foram realizadas em menor escala e mantidas deliberadamente em segredo. O objetivo seria evitar que fossem interpretadas como sinal de uma decisão dos Estados Unidos de retomar uma campanha militar de grande porte contra o Irã.

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), responsável pelas operações militares americanas no Oriente Médio, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. A autoria americana foi relatada pelo jornal com base nas autoridades ouvidas, sem um anúncio público do comando militar sobre a operação.

Mais cedo, Trump havia manifestado confiança na possibilidade de um acordo com Teerã. Questionado por jornalistas se considerava atacar o Irã depois das eleições desta terça-feira (3), o presidente respondeu: “Não”. A declaração tratava da possibilidade de novas ações após a votação.

No domingo (1º), o porta-voz do Exército iraniano, Mohammad Akraminia, advertiu que “uma nova guerra pode durar mais do que a anterior”. A resposta ocorreu depois de Trump afirmar que poderia resolver os alvos restantes no país em “dez minutos”. Estados Unidos e Irã estão em guerra desde 28 de fevereiro.

O líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, também havia ordenado uma resposta “imediata, contundente e sem limites geográficos” a novas ameaças. A orientação foi dada em encontro com comandantes militares no sábado (31), em meio às declarações de Trump sobre uma possível retomada de ofensivas depois das eleições.

Laura Jordão
Estudante de Sociologia e Política na Fundação Escola de Sociologia e Política; escrevo pelo Diário do Centro do Mundo!