Apresentado como candidato do Lula, Haddad venceria eleição no Maranhão no primeiro turno

Atualizado em 26 de agosto de 2018 às 9:27

Pesquisa Exata revela que o ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro da Educação, Fernando Haddad (PT), está em primeiro lugar no Maranhão, quando seu nome é apresentado aos eleitores como “candidato do Lula”. Tem 47% das intenções de votos e venceria no primeiro turno.

Segundo a pesquisa, encomendada pelo Jornal Pequeno, Jair Bolsonaro (PSL) está em segundo, com 17%.

Em seguida, aparecem os candidatos Marina Silva (Rede), com 8%; Ciro Gomes (PDT), com 6% e Geraldo Alckmin (PSDB), com 2%. Álvaro Dias (Podemos), Vera Lúcia (PSTU) e Henrique Meirelles (MDB) figuram no estudo com 1% cada um. Cabo Daciolo (Patriota), Guilherme Boulos (PSOL), João Amoêdo (Novo), João Goulart Filho (PPL) e José Maria Eymael (DC) não pontuaram. Brancos e nulos somaram 13% e 4% disseram não saber ou não responderam.

O Instituto Exata projetou ainda cenário onde Lula é candidato. Ele venceria a disputa também no primeiro turno, com 67% das intenções de votos, mais de 50 pontos à frente de Jair Bolsonaro, que somou 15%.

Logo atrás aparece Marina Silva, com 4% e Ciro Gomes, com 3%. Álvaro Dias, Geraldo Alckmin e Cabo Daciolo figuram com 1% cada. João Amoêdo, Henrique Meirelles, Vera Lúcia, Eymael, Guilherme Boulos e João Goulart Filho não pontuaram nesse contexto.

Registrada no TSE sob o número MA-07422/2018, a pesquisa Exata/JP foi realizada entre os dias 19 e 23 de agosto. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos e o intervalo de confiança é de 95%.

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Apresentado como candidato do Lula, Haddad subiria em todas as pesquisas, porque é assim que ele será apresentado, na hipótese de a justiça barrar a candidatura do ex-presidente, como vem ensaiando. Mas os institutos mais conhecidos, quando fazem a pesquisa sem o nome de Lula na lista, colocam apenas o nome de Haddad, sem vinculá-lo a Lula. É um critério, mas não reflete a realidade. A força de Haddad vem de Lula, da memória do governo dele, que 87% dos brasileiros consideraram ótimo ou bom.