Arautos do Evangelho: Warner vai ao STF contra decisão que censura documentário

Atualizado em 24 de fevereiro de 2026 às 20:22
Basílica de Nossa Senhora do Rosário, dos Arautos do Evangelho, localizada na cidade de Caieiras (SP). Foto: Lalo de Almeida/Folhapress

Prevista para estrear neste ano, a série documental “Escravos da Fé: Os Arautos do Evangelho”, da HBO Max, é alvo de disputa judicial. A Warner Bros. Discovery ingressou no Supremo Tribunal Federal com pedido de liminar para assegurar a exibição da produção. Com informações da Mônica Bergamo, na Folha.

A ação contesta decisão do Superior Tribunal de Justiça, proferida em dezembro do ano passado, que proibiu a divulgação de informações relacionadas a um inquérito civil envolvendo o grupo religioso Arautos do Evangelho.

Segundo a empresa, a medida configura censura prévia. A Warner argumenta que não é parte do inquérito, que tramita sob segredo de Justiça, e que o conteúdo do documentário foi obtido por meios independentes, não sujeitos a sigilo.

Logo da Warner Bros. Discovery em tela de celular. Foto: Reprodução

Em nota enviada, a Warner Bros. Discovery declarou defender “a liberdade de expressão como um dos pilares fundamentais da democracia” e reafirmou “seu compromisso com a produção responsável de obras jornalísticas e documentais, pautada por rigor investigativo, ética, interesse público e respeito às instituições”.

A Endemol Shine Brasil, responsável pela produção, informou anteriormente que a série terá três episódios e abordará denúncias de abuso, relatos de manipulação psicológica, investigações conduzidas pelo Vaticano e decisões judiciais relacionadas à entidade.

O grupo católico conservador foi fundado no Brasil por João Clá Dias e atua em mais de 70 países. Em dezembro de 2021, o coral dos Arautos do Evangelho participou de evento no Palácio do Planalto durante a cantata de Natal do então presidente Jair Bolsonaro. No STF, o caso está sob relatoria do ministro Flávio Dino.