
A arquiteta Fernanda Silveira de Andrade, de 29 anos, encontrada morta em uma área de mata na capital paulista 3 meses após desaparecer, vivia sob ameaças do ex-namorado, Euhanan dos Santos Barbosa. Segundo a investigação, ele tinha histórico de agressões e já havia esfaqueado a vítima oito vezes em 2023.
O corpo foi localizado após a prisão do suspeito, no bairro de Marsilac, zona sul de São Paulo. Euhanan foi preso no sábado com uma arma calibre 38 e munições. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, ele confessou o crime e indicou onde havia enterrado o corpo.
“O caso foi registrado como feminicídio, localização/apreensão de objeto, violência doméstica e posse ilegal de arma de fogo no 101º DP (Jardim das Imbuias)”, informou a pasta.
O feminicídio foi o desfecho de uma sequência de violências. Em 2024, Fernanda procurou a Polícia Civil para registrar boletim de ocorrência após ser agredida com socos, chutes e golpes de capacete. No termo de declaração, assinado em 23 de junho daquele ano, ela relatou agressões recorrentes e ameaças constantes de morte.

No documento, a arquiteta afirmou que não conseguia se separar do agressor justamente por medo. As ameaças, segundo o relato, eram permanentes e vinham acompanhadas de episódios de violência física. A situação se agravou ao longo do tempo, apesar das tentativas de rompimento.
Um dos ataques mais graves ocorreu em 2023, quando Fernanda foi atingida por oito golpes de faca. Ela foi socorrida, internada e sobreviveu. Após o episódio, e ainda sob ameaça, retomou o relacionamento e se mudou do interior para a capital paulista.
Após a prisão, Euhanan passou por audiência de custódia no domingo (25), quando a Justiça manteve a detenção. Ele foi representado pela Defensoria Pública. A polícia segue com a investigação para esclarecer todos os detalhes do crime.