As fake news que sustentam o ataque de Trump ao Irã

Atualizado em 28 de fevereiro de 2026 às 10:45
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, justificou neste sábado (28) a nova campanha militar contra o Irã com base em alegações consideradas falsas ou não comprovadas por autoridades internacionais e relatórios de inteligência.

Ao defender a ofensiva, ele afirmou que Teerã teria retomado seu programa nuclear, possuiria material suficiente para produzir uma bomba em poucos dias e estaria desenvolvendo mísseis de longo alcance capazes de atingir o território americano.

Alegações contestadas por autoridades e relatórios

As três afirmações feitas por Trump são rebatidas por autoridades dos Estados Unidos e da Europa, além de grupos internacionais de monitoramento de armas. Segundo essas fontes, as evidências disponíveis indicam um cenário menos imediato sobre a ameaça nuclear iraniana.

“Nós garantiremos que o Irã não terá uma arma nuclear”, afirmou Trump. “Sempre foi a política dos Estados Unidos, em particular da minha administração, que este regime terrorista nunca poderá ter uma arma nuclear”.

De acordo com essas avaliações, o Irã tenta recuperar instalações nucleares atingidas em ataques realizados por Israel e pelos Estados Unidos em junho do ano passado e retomou atividades em alguns locais já monitorados por serviços de inteligência.

Programa nuclear não mostra avanço imediato

Autoridades afirmam que não há indícios de que o país tenha reiniciado o enriquecimento de urânio nem desenvolvido um mecanismo funcional para detonar uma bomba nuclear.

Os estoques de urânio já enriquecido permanecem enterrados desde os ataques anteriores, o que tornaria improvável a produção de uma arma nuclear “em poucos dias”, como alegado por Trump.

O Irã mantém um amplo arsenal de mísseis balísticos de curto e médio alcance capazes de atingir Israel e bases militares dos EUA no Oriente Médio. Avaliações de inteligência americanas indicam, porém, que o país ainda levaria anos para desenvolver mísseis com alcance suficiente para atingir o território dos Estados Unidos.