Por que a Universal se nega a apoiar Flávio Bolsonaro

Atualizado em 20 de outubro de 2026 às 7:05
Flávio Bolsonaro recebe oração do pastor José Wellington Bezerra da Costa
Flávio Bolsonaro recebe oração do pastor José Wellington Bezerra da Costa em igreja da Assembleia de Deus Ministério Belém. Foto: Reprodução

Lideranças das maiores convenções das Assembleias de Deus passaram a explicitar apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno contra o presidente Lula (PT), enquanto a Igreja Universal do Reino de Deus mantém orientação de neutralidade pública entre seus pastores.

A Universal, que declarou apoio a Jair Bolsonaro em 2018 e 2022, orientou seus pastores a não apoiar publicamente nenhum candidato neste pleito. Alessandro Paschoall, bispo que atua na interlocução política da denominação, afirmou que não levanta bandeiras de direita, esquerda ou centro e definiu seu posicionamento como “espectro celestial”.

Paulo Freire Costa, deputado do PL em São Paulo e filho do pastor José Wellington Bezerra da Costa, divulgou no sábado (17) um vídeo em nome da Convenção Fraternal das Assembleias de Deus de São Paulo. Ele afirmou que o grupo apoia Flávio porque o senador “defende os nossos princípios”.

Rute Costa (PL-SP), vereadora e outra filha de José Wellington, publicou no domingo (18) uma imagem do ato bolsonarista na avenida Paulista. José Wellington Júnior, primogênito do pastor e presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), pediu que dirigentes de cultos reservassem um momento para orar pelo Brasil.

Em abril, José Wellington recebeu Flávio Bolsonaro em sua igreja e orou para que “o Senhor o leve para ser presidente da nossa nação”. Às vésperas do primeiro turno, o pastor havia gravado uma mensagem sem declarar preferência eleitoral e defendido respeito às instituições e às lideranças.

Paulo Freire Costa com Jair Bolsonaro. Foto: reprodução

Samuel Ferreira também se aproxima de Flávio no segundo turno

O bispo Samuel Ferreira, presidente da Convenção Nacional das Assembleias de Deus Ministério Madureira, recebeu Flávio na celebração dos cem anos do ministério, seis dias depois do primeiro turno. Diante do senador, ele pregou que “irmão vota em irmão”, frase que se consolidou entre grupos evangélicos nas últimas décadas.

Samuel afirmou que não pediria votos dentro de igrejas, mas disse que defenderia Flávio se pudesse fazê-lo. O bispo chamou o senador de honesto, sério e crente, acrescentando que ele foi “indicado pelo presidente”, em referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na Paraíba, o pastor José Carlos de Lima recomendou que fiéis se oponham a partidos que desejam “ridicularizar a nossa fé”. Silas Malafaia, pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, afirmou enxergar mais líderes religiosos se posicionando nesta eleição e citou José Wellington e Samuel entre os nomes de maior influência.

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