
O ex-assessor do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Nunes Marques, Marcelo Pereira Pitella, foi preso no Distrito Federal por stalking, violência psicológica e injúria contra a ex-esposa, uma juíza federal, após descumprir medidas protetivas impostas pela Justiça. A prisão ocorreu poucos dias antes do Natal e levou à exoneração dele do cargo em comissão no STF.
Marcelo foi detido na madrugada de 20 de dezembro por policiais militares do Grupo Tático Operacional da PMDF, no Lago Sul, em Brasília, logo após deixar um hotel na área central da capital.
Segundo informações da coluna Na Mira, do Metrópoles, a magistrada havia se hospedado no local para se afastar do então marido, mas teve sua localização descoberta após ele instalar clandestinamente um aparelho GPS no carro da vítima.
A juíza, que já possuía duas medidas protetivas contra Pitella — impedindo qualquer aproximação —, acionou a polícia ao perceber que estava sendo seguida. Equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar foram chamadas ao local, e o ex-assessor acabou preso em flagrante durante o deslocamento do hotel para o Lago Sul.
Em nota, a Polícia Militar informou que foi acionada para apurar uma ocorrência de violência doméstica e familiar contra a mulher e que o ex-marido da vítima estaria descumprindo medidas protetivas.
“O suposto autor foi apresentado à 5ª Delegacia, onde foi lavrado o auto de prisão em flagrante”, afirmou a corporação. Não foram divulgados detalhes sobre o motivo inicial das medidas protetivas.
Audiência de custódia e situação funcional
Após a prisão, Pitella foi levado à delegacia e passou por audiência de custódia no mesmo dia, quando recebeu liberdade provisória com determinação de monitoramento eletrônico. A tornozeleira chegou a ser ativada, mas posteriormente foi desativada. Ele permaneceu cerca de uma hora na delegacia prestando esclarecimentos.
À época da prisão, Marcelo Pitella estava lotado no gabinete de Nunes Marques. Dois dias depois, em 22 de dezembro, perdeu o cargo em comissão.

A exoneração foi formalizada por portaria publicada no Diário Oficial do STF em 24 de dezembro, com efeitos retroativos à data da prisão. Apesar disso, ele continua como servidor do Supremo, após redistribuição do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
