Ataque abjeto de Janaina Paschoal a Júlio Lancelotti provoca onda de doações para a obra do padre

Padre Julio distribui café da manhã a moradores de rua no bairro do Belezinho, zona leste de São Paulo.
Foto: Rogério Vieira / DER SPIEGEL

Deus escreve certo por linhas tortas, diz o velho adágio popular.

Janaina Paschoal, a mulher que usa um Jesus de pau em suas redes sociais, resolveu atacar o Padre Júlio Lancelotti no mais caro princípio cristão praticado pelo homem: dar comida aos famintos.

De acordo com a deputada de extrema direita, as pessoas que moram e trabalham na Cracolândia, onde atua Lancelotti, “já não aguentam mais”.

“O Padre e os voluntários ajudariam se convencessem seus assistidos a se tratarem e irem para os abrigos. A distribuição de alimentos na Cracolândia só ajuda o crime. O tema precisa ser debatido com honestidade”, escreveu.

Segundo essa senhora, o correto é deixar morrer, tomando cuidado para não sujar a rua. Especialmente no frio. Janaina não é apenas estúpida — ela é uma pessoa terrivelmente má, eleita por gente má como ela.

Janaina Paschoal, inacreditável

O resultado, porém, foi o oposto do que ela esperava.

Há uma torrente de doações para a obra do religioso na Paróquia de São Miguel Arcanjo, no bairro da Mooca, zona leste de São Paulo, onde mantém há 35 anos um compromisso com a população em situação de vulnerabilidade.

Janaina Paschoal não mexeu um fio de sua cabeleira diante da morte de quase 600 mil brasileiros por conta da ação e omissão de Jair Bolsonaro. Agora se indigna com quem dá pão a pobres.

Padre Júlio vê o Cristo em cada miserável a quem serve. A bolsonarista Janaina, fiadora de um governo genocida, vê um estorvo a ser eliminado. Quem está mais próximo da graça?

Enquanto houver gente como ele, há esperança.