
Autoridades dos Estados Unidos afirmaram ter ajudado a bombardear um suposto campo de treinamento de traficantes de drogas no Equador. No entanto, uma investigação do New York Times aponta que o alvo pode ter sido, na verdade, uma fazenda de gado leiteiro.
No início de março, enquanto o presidente Donald Trump se preparava para receber líderes conservadores latino-americanos em uma cúpula na Flórida, autoridades americanas divulgaram um vídeo mostrando uma grande explosão em uma área rural equatoriana.
Segundo o governo, as imagens retratavam a destruição de um centro de treinamento ligado ao narcotráfico.
BREAKING: Back in March Trump claimed that the US blew up a "drug trafficking training camp," in Ecuador and released this video of the attack.
Today we just found out, thanks to the New York Times, that it was actually a dairy farm.
The US Government stated at the time:
"At… pic.twitter.com/xaNYRACt8l
— Brian Krassenstein (@krassenstein) March 24, 2026
O material fazia parte de uma estratégia para demonstrar a ampliação das operações militares dos EUA na região. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, chegou a afirmar nas redes sociais que, após meses atacando embarcações suspeitas de transportar drogas, os militares agora estavam “bombardeando narcoterroristas em terra”.
De acordo com entrevistas com o proprietário da propriedade, quatro trabalhadores, advogados de direitos humanos e moradores da região, o ataque destruiu uma fazenda de criação de gado e produção de leite — e não um complexo criminoso. O local fica em San Martín, uma comunidade agrícola isolada no norte do país.
Além disso, embora o Pentágono tenha informado na época que realizou uma “ação direcionada” a pedido do Equador, fontes com conhecimento da operação afirmaram que tropas americanas não participaram diretamente do bombardeio mostrado no vídeo.