Ataques dos EUA e Israel já deixam ao menos 555 mortos no Irã

Atualizado em 2 de março de 2026 às 10:08
Restos de escombros após um ataque conjunto de Israel e EUA em Teerã, Irã. Foto: Amir Kholousi/AP

O ataque coordenado dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, realizado no sábado (28), deixou 555 mortos e ao menos 747 feridos, segundo a organização humanitária Crescente Vermelho. A entidade informou que 131 cidades foram atingidas. Explosões foram registradas em Teerã e em outras regiões do país ao longo do dia.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, foi morto na ofensiva. Horas depois, o governo iraniano confirmou a informação. Em resposta aos bombardeios, o Irã lançou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio, incluindo instalações no Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Bahrein.

O governo norte-americano declarou que os danos às suas bases militares foram “mínimos”. A agência estatal iraniana Tasnim informou que o Estreito de Ormuz foi fechado por motivos de segurança. A via é uma das principais rotas globais de transporte de petróleo.

Ao comentar a operação, Trump declarou: “Garantiremos que os representantes terroristas do regime não possam mais desestabilizar a região ou o mundo, e que o Irã não obtenha uma arma nuclear. Este regime aprenderá em breve que ninguém deve desafiar a força e o poder das forças armadas dos Estados Unidos”. Ele também afirmou que militares iranianos deveriam se render ou enfrentar “a morte certa”.

O primeiro-ministro de Israel afirmou que a operação busca “eliminar a ameaça existencial representada pelo regime terrorista no Irã”. Já o Ministério das Relações Exteriores iraniano classificou a ofensiva como uma “agressão militar criminosa” e solicitou providências à Organização das Nações Unidas.

Em nota oficial, o governo iraniano declarou: “Neste momento, o povo do Irã orgulha-se de ter feito tudo o que era necessário para evitar a guerra. Agora é tempo de defender a pátria e enfrentar a agressão militar do inimigo. Assim como estávamos preparados para negociar, estamos ainda mais preparados do que nunca para defender a integridade do Irã. As Forças Armadas da República Islâmica do Irã responderão aos agressores com firmeza”.

Francine Eustaquio
21 anos. Trabalha no DCM desde 2025. Interessada em política, cultura e temas sociais, dedica-se à produção de conteúdo informativo e otimizado para o público digital. Aprecia leitura, cinema e música, além de explorar novos destinos e experiências gastronômicas nas horas vagas.