AtlasIntel: Lula melhora percepção sobre segurança pública, mas brasileiros ainda temem crimes

Atualizado em 26 de fevereiro de 2026 às 14:24
Lula e Ricardo Lewandowski, ministro da Justiça e Segurança Pública. Foto: Adriano Machado/Reuters

A maioria dos brasileiros avalia negativamente a atuação do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na área de segurança pública, segundo pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira (26), mas há uma melhora de percepção no último ano.

De acordo com o levantamento, predominam as avaliações de ruim ou muito ruim, representadas por 53%, enquanto 30,6% classificam a gestão como boa ou muito boa e 16,4% como regular. Apesar do resultado desfavorável, os dados indicam melhora em relação a fevereiro de 2025, quando 63,5% consideravam a atuação negativa, 21,2% regular e apenas 15,3% positiva.

A pesquisa ouviu 4.986 pessoas entre os dias 19 e 24 de fevereiro, por meio digital, com nível de confiança de 95% e margem de erro de um ponto percentual.

O cenário atual pode ter sido influenciado pela aprovação recente da chamada PL Antifacção, proposta do Executivo voltada ao enfrentamento do crime organizado.

O levantamento também captou mudanças na percepção sobre violência cotidiana: em fevereiro de 2025, 67,2% diziam não ter presenciado crimes nos três meses anteriores, contra 32,8% que relataram ter visto ocorrências. Agora, 59,8% afirmam não ter testemunhado crimes, enquanto 40,2% disseram ter presenciado algum episódio.

A sensação de insegurança permanece elevada no país. Segundo a pesquisa, 88,4% avaliam a criminalidade no Brasil como alta ou muito alta, 11,4% como regular e apenas 0,1% acreditam que os índices são baixos.

Os dados refletem a percepção generalizada de que a violência segue como uma das principais preocupações da população, independentemente da melhora pontual na avaliação do governo.

O impacto da criminalidade na rotina dos brasileiros também foi medido. Entre os entrevistados, 58,6% disseram evitar determinados bairros, 54,6% evitam sair à noite e 53,7% deixaram de carregar objetos de valor em público. Além disso, 25,5% reforçaram a segurança doméstica com câmeras, alarmes ou portas reforçadas, enquanto 25,3% afirmaram já ter considerado deixar o Brasil em busca de mais segurança. Apenas 13,4% disseram não ter alterado seus hábitos por causa da violência.

Augusto de Sousa
Augusto de Sousa, 31 anos. É formado em jornalismo e atua como repórter do DCM desde de 2023. Andreense, apaixonado por futebol, frequentador assíduo de estádios e tem sempre um trocadilho de qualidade duvidosa na ponta da língua.