Auxílio não paga almoço de Guedes em restaurante. Por Fernando Brito

Publicado no Tijolaço

Paulo Guedes. Foto: Anderson Riedel/PR

Metade, praticamente, dos beneficiários do novo auxílio emergencial vão receber R$ 5 por dia, que é o que representam os R$ 150 mensais que, lê-se no UOL, o Estadão apurou ser o valor da maior parte dos benefícios (20 milhões de pessoas) a serem pagos a partir de abril. Outros 16,7 milhões de famílias terão R$ 250 (R$ 8,33 diários) e as mães que sustentam filhos sozinhas, 9,3 milhões, ganharão R$ 375.

Claro que fará diferença. Apertando, compra-se o arroz, o feijão, alguma farinha, uns pés de galinha e, nem todo dia, um pão sem manteiga…E cozinha-se na lenha, com restos de caixote e ou o que houver à mão, porque nem pensar em botijão de gás, a cem reais quase.

Preserva-se, assim, o teto de gastos, deixando a milhares de nossos irmãos o teto das marquises e viadutos.

Mas, sobretudo, o auxílio, no alcance e no valor que lhe deram não cumpre a sua principal missão: prover a sobrevivência de famílias que deveriam, para salvar-se, ficar em isolamento e ajudar a conter a propagação do vírus.

O Doutor Paulo Guedes, que larga na mesa de um restaurante, num almoço, mais do que dará a um pobre coitado num mês inteiro, está feliz.

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