“Banco comunista!”: a luta inglória do BNDES contra a desinformação nas redes. Por Kiko Nogueira

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A CPI do BNDES foi criada logo após o rompimento de Cunha com o governo federal e tinha como objetivo apanhar Lula.

Três meses depois, com a vida e a obra de Eduardo Cunha exposta em toda sua sordidez, ela está esvaziada. Flopou o show de horrores estrelado por deputados como Cristiane Brasil, uma das autoras do abaixo assinado online fraudulento pedindo o impeachment, e um membro da bancada da bala que não usa verbos para falar.

O banco acabou no olho do furacão da burrice difamatória nacional, especialmente por idiotas que fazem uma sinapse entre o Foro de São Paulo, o porto de Mariel em Cuba, Dilma e o comunismo internacional.

A equipe de assessoria de imprensa do BNDES está realizando um bom trabalho no sentido de responder as acusações mais estapafúrdias que aparecem nas redes sociais — esforço que deveria servir de modelo, aliás, mas é misteriosamente ignorado.

De acordo com um diretor, o BNDES passou de exemplo de eficiência a bandido juntamente com a queda de popularidade de Dilma. Com o baixo nível generalizado dos ativistas de direita, começaram a pipocar “denúncias” baseadas em especulações e desinformação. Ninguém sabe o que é o BNDES e para que serve, o que não impede que todo o mundo tenha algum palpite sobre ele.

São coisas como:

. “Parem de emitir dinheiro!” (o Banco Central é que emite dinheiro)

. “Nazistas! Adotam a política de Gobbels de repetir mentiras até colar”

. “Banco transparente? É muita cara de pau. Mas a ‘transparência’ está com os dia contado: o veto ao sigilo está chegando, graças a Dilma e aí então, ficaremos conhecendo detalhes de financiamentos e se houve tráfico de influência na concessão. Chega de Lula, abaixo BNDES. Viva dilma que vai acabar com essa palhaçada…”

“Não dá para responder tudo. Fazemos uma seleção porque não damos conta”, diz uma assessora de imprensa.

Abaixo, uma seleção de tuítes que ajudam a entender o grau de iniquidade mental dos paneleiros e as respostas. Cada vez amo mais a máxima de Claude Chabrol: “A estupidez é infinitamente mais fascinante do que a inteligência. A inteligência tem seus limites, a estupidez não”.

 

 

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