Bandido de estimação dos Bolsonaros, Pinochet morreu rico roubando US$ 17,8 milhões. Por Kiko Nogueira

Protesto contra Bolsonaro no Chile

Luciano Hang, dono das lojas Havan e bolsonarista raiz (por enquanto), postou a seguinte cretinice nas redes sociais:

“A imprensa chilena passou o dia e a noite chamando o Bolsonaro de nazista… Agora vejam o Presidente num shopping em Santiago! Os esquerdopatas piram. O Pinochet revolucionou o Chile como o nosso Mito vai mudar o nosso Brasil. Estamos juntos.”

Mais:

“Em 1973 o Chile estava para se tornar o maior país exportador de cocaína do mundo. Pinochet fechou 46 laboratórios e 350 traficantes foram mortos. A partir dai o tráfico passou para a colombia (sic) e todos sabem como ficou o país”.

Essa gente toma água da privada, não é possível.

Noves fora os 3 mil mortos num ditadura que durou 17 anos, o general era também corrupto.

Pinochet e seu regime não estão em disputa no Chile.

Eles estão enterrados, a não ser para facções extremistas da direita.

O presidente do Senado chileno se recusou a participar de um almoço com Bolsonaro. Nem Piñera ousa defender Pinochet em público.

É mais um bandido de estimação dos Bolsonaros, como registrou o El Pais em agosto:

Depois de 14 anos de investigação, e cerca de 12 anos após a morte de Augusto Pinochet, a Justiça chilena encerrou nesta sexta-feira o caso Riggs, que apurou o desvio de fundos públicos pelo ditador nos 17 anos de seu regime (1973-1990).

Embora o patrimônio total de Pinochet alcançasse 21,3 milhões de dólares (87,5 milhões de reais), dos quais 17,8 milhões (73,15 milhões de reais) tinham origem ilícita, a Suprema Corte chilena ordenou a apreensão de 1,6 milhão de dólares (6,6 milhões de reais) de seus ativos, que foram aqueles que não ultrapassaram o prazo de prescrição, segundo a France Presse. (…)

O valor que a Suprema Corte ordena que seja devolvido foi extraído dos gastos reservados do Estado chileno durante a ditadura. Os ex-militares Gabriel Vergara Cifuentes, Juan Ricardo Mac Lean Vergara e Eugenio Castillo Cádiz — que foram condenados a quatro anos de prisão, com o benefício da liberdade vigiada — eram funcionários públicos quando “tomaram parte da subtração em favor de Pinochet Ugarte ou de familiares dele, em detrimento do tesouro nacional, configurando-se assim o crime de malversação de recursos”, diz a sentença desta sexta-feira.

Em 2004 veio à tona o relatório de uma subcomissão do Senado dos Estados Unidos que, sob o Ato Patriótico, estava investigando o financiamento do terrorismo internacional. Como parte desta investigação, os senadores encontraram as contas secretas de Teodoro Obiang, o ditador da Guiné Equatorial, e de Pinochet, que detinha 125 contas onde se acumulavam cerca de 21 milhões de dólares.

Os advogados chilenos Carmen Hertz e Alfonso Insunza entraram com uma queixa, como cidadãos, contra o desvio de recursos públicos e possível fraude fiscal, dando início ao caso Riggs no Chile. Até 2004, a família de Pinochet e a trama de seu enriquecimento ilícito nunca haviam sido investigados.

Quando os tribunais iniciaram o caso, há 14 anos, os bens do ditador e o dinheiro no Riggs foram embargados. Pinochet morreu no final de 2006 sem ser condenado. Com o argumento principal da prescrição, a Justiça ordenou a restituição em 2017 de cerca de seis milhões de dólares aos herdeiros, correspondentes a contas, veículos, 23 imóveis e vários investimentos bancários. (…)

 

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