Bial e o cumpadi Moro. Por Moisés Mendes

Moro no Bial

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Não vi a entrevista de Sergio Moro ontem ao Pedro Bial.

Ele falou dos R$ 2,5 bilhões que Dallagnol pretendia ‘captar’ da multa paga pela Petrobras para criar uma fundação?

Bial perguntou sobre o tal fundo? Se não perguntou, deveria ter perguntado, porque Moro foi o juiz chefe da Lava-Jato.

Mas sei que Bial fez aquelas perguntinhas de questionário de colégio, do tipo o que você queria ser quando criança.

E aí leio agora essa reposta fofa: “Nunca quis ser juiz. Talvez policial. Fui uma criança normal, que queria ser bombeiro, explorador”.

Talvez policial… É o que Moro acaba confessando.

Moro, o cara da liberação da posse de armas (que vai levar logo ao porte, com gente armada por toda parte), o autor da proposta de lei que libera os policiais para que atirem se sentirem medo ou insuportável emoção, pois esse Moro queria ser policial.

O ex-juiz, que está no ministério que é muito mais da polícia do que da Justiça, conseguiu finalmente ser policial.

Só não entendi a parte em que ele fala que queria ser explorador.

Pelo resumo que li da entrevista, foi uma conversinha de cumpadis.

(E a cara do Moro está bastante amassada para quem tem apenas cem dias de governo.)

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