
Adilson Coutinho Oliveira Filho, conhecido como Adilsinho, foi preso nesta quinta (26) em Cabo Frio, na Região dos Lagos (RJ). O criminoso é apontado pelas autoridades como um dos principais nomes da cúpula do jogo do bicho no Rio e como o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados no estado. Contra ele havia cinco mandados de prisão preventiva: quatro por homicídio e um por organização criminosa.
Os mandados por homicídio se referem a quatro mortes ocorridas em 2022. Entre elas estão as de Marco Antônio Figueiredo Martins, o Marquinhos Catiri, e Alex Sandro José da Silva, o Sandrinho, assassinados em uma academia.
A Delegacia de Homicídios atribui os crimes a disputas por pontos do jogo do bicho e máquinas caça-níqueis. Também são citadas as mortes de Fabrício Alves Martins de Oliveira e de seu sócio, Fábio Alamar Leite, ligadas à máfia do cigarro.
Adilsinho ganhou projeção nacional em 2021 ao realizar uma festa para 500 convidados no Copacabana Palace, durante a pandemia, com shows de artistas e convite embalado pelo tema de “O Poderoso Chefão”. Pouco depois, virou alvo da Operação Fumus, que o apontou como chefe de uma quadrilha voltada à fabricação e venda de cigarros ilegais.

Além da contravenção, ele fundou em 2010 o Clube Atlético Barra da Tijuca, que disputa divisões inferiores do Campeonato Carioca. Foi presidente, atacante e batedor oficial de pênaltis da equipe. Entre 2011 e 2018, atuou em 63 partidas e marcou 10 gols. Funcionários do clube são investigados por suposta ligação com sua organização.
Em 2024, passou a atuar também como patrono da escola de samba Salgueiro. O nome foi celebrado na quadra e na Sapucaí, mas, nos bastidores, houve relatos de desentendimentos com bicheiros tradicionais. Em 2026, o Salgueiro terminou em quarto lugar no carnaval.
Segundo investigações, o grupo ligado a Adilsinho operava com estrutura hierárquica, divisão de funções e uso de violência para garantir exclusividade na venda de cigarros clandestinos. Relatórios apontam domínio territorial, centros de armazenamento e rotas próprias de distribuição.
As autoridades afirmam que ele exercia papel central na articulação financeira da organização, incluindo fornecedores e distribuidores. Também é investigado por lavagem de dinheiro, corrupção e crimes tributários, além de suposta expansão das atividades para além do Rio de Janeiro.
Veja imagens da operação que prendeu Adilsinho, bicheiro mais procurado do RJ. #g1 https://t.co/FUySBOcMgJ pic.twitter.com/w3qbYNIcei
— g1 (@g1) February 26, 2026