Bicuda no Bozo: O humor carioca na luta contra o pior presidente da história. Por Joaquim de Carvalho

Alexandre, Levi e Catarina e a obra para denunciar o pior presidente da história

Estreará daqui a pouco, em Campo Grande, bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro, o Bicuda no Bozo, obra do escultor Levi Moraes, que trabalhou para a escola de samba Portela, no último Carnaval.

O boneco gigante, com um traseiro de espuma para que as pessoas na rua chutem à vontade, terá uma alegoria extra — um boneco com traje de presidiário com o número 171, com a cabeça que mostra apenas os números 01, 02 e 03.

Depois de Campo Grande, o “Bicuda no Bozo” será levado para Copacabana, para que também as pessoas de lá tenham a oportunidade de, metaforicamente, dar um chute no traseiro de Bolsonaro.

O planejamento é manter o Bicuda no Bozo de manhã em Campo Grande, a partir das 10 horas, e à tarde em Copacabana, a partir das 14 horas.

A iniciativa de criação do boneco foi do microempresário e servidor aposentado carioca Alexandre Cesar Costa Teixeira, mais conhecido como Terremoto.

Ele recebeu um vídeo com um boneco do Donald Trump nos Estados Unidos, feito exatamente para que as pessoas deem uma bicuda no presidente de lá, ídolo de Bolsonaro.

Alexandre fez uma vaquinha virtual e, com pouco mais de R$ 2 mil, conseguiu colocar de pé um boneco semelhante ao que faz a alegria de norte-americanos que não suportam mais a presidência de Trump.

— O boneco “chutável” vai circular pelas ruas do Rio de Janeiro com uma nova proposta de “Fora, Bolsonaro”. Desta vez, dando um chute no traseiro do pior presidente da história do Brasil — escreveu Alexandre nas redes sociais.

Ele também teve a iniciativa de criação do boneco gigante com a faixa “Lula Livre”, que circulou pelo Brasil durante a campanha pela liberdade do ex-presidente.

Antes disso, participou de um coletivo de jornalistas independentes que levaram para o Ministério Público Federal a notícia-crime do esquema de sonegação da Globo.

Alexandre e uma pessoa que prefere se manter no anonimato receberam os originais do processo de sonegação da Globo que havia desaparecido da Receita Federal.

O processo foi retirado de lá por uma servidora em janeiro de 2007, na véspera de ser encaminhado para o Ministério Público Federal com representação criminal contra Roberto Irineu Marinho, João Roberto Marinho e José Roberto Marinho.

Em 2014, ao receberem as cópias, Alexandre e os amigos deram acesso a Miguel do Rosário, do site O Cafezinho, que fez a publicação, e depois foram à Polícia Federal, que não quis receber os documentos.

De lá, foram para o Ministério Público Federal, onde deixaram cópias dos originais, com protocolo.

O Ministério Público Federal determinou abertura de investigação na PF, mas o caso acabou arquivado, provavelmente por que a Globo, em 2009, aderiu ao Refis — programa de parcelamento de dívida.

O Grupo Globo nunca mostrou o Darf – documento que comprova o recolhimento do imposto –, apesar de uma campanha na internet para que o fizesse.

O DCM contou toda essa história e mostrou o processo original em uma série financiada pelo público.

Alexandre foi funcionário do Banco do Brasil, onde conheceu Henrique Pizolatto, de quem se tornou amigo. Tão amigo que, na iminência de que Pizolatto fosse condenado no processo do mensalão, dirigiu o carro que levou o ex-diretor do banco para fora do Brasil.

Henrique sempre defendeu a inocência de Pizolatto, mesmo quando até setores do PT deram as costas para o ex-diretor do banco. Teve um blog que publicou a versão do amigo.

Quem conhece Terremoto diz que ele não foge de nenhuma causa, mesmo quando são muito difíceis. Agora sua atenção está voltada para a derrubada do “pior presidente da história”.

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Nos Estados Unidos, há o Bicuda no Trump. Veja o vídeo:

 

 

 

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