Biden próximo da vitória e Trump, desesperado, volta a insinuar que há fraude na apuração

Depois de cantar vitória, Donald Trump já insinua fraude na apuração, um discurso que ele ensaiava desde a campanha.

“Ontem à noite, eu estava liderando, muitas vezes com solidez, em muitos Estados importantes, em quase todas as instâncias controladas ou governadas por democratas. Então, um por um, eles começaram a desaparecer magicamente enquanto as cédulas surpresa eram contadas. MUITO ESTRANHO, e os ‘pesquisadores’ entenderam completamente e historicamente errado!”, afirmou.

Logo depois, ele questionou diretamente o voto pelo Correio, insinuando fraude:

“Como é que toda vez que eles contam as cédulas eleitorais enviadas pelo correio o resultado é tão devastador em sua porcentagem e poder de destruição?

A reação de Trump ocorre no momento em que analistas já preveem que vitória de Joe Biden, com a virada na apuração em Michigan e Wisconsin.

A virada, até certo ponto, era previsível, já que, tradicionalmente, os votos enviados pelo correio são em sua esmagadora maioria democratas.

Para analistas, confirmada a virada em Michigan e Wisconsin, Biden será o próximo presidente dos Estados Unidos.

A campanha do candidato democrata, por sua vez, considerou ultrajante o discurso de vitória de Trump e a ameaça de recorrer à justiça.

“A declaração desta noite do presidente sobre tentar deter a contagem dos votos devidamente emitidos é ultrajante, sem precedentes e incorreta”, declarou em comunicado a diretora de campanha de Biden, Jen O’Malley Dillon.

Ela disse ainda que há um batalhão de advogados preparados para resistir à ofensiva de Trump no Judiciário

“Se o presidente cumprir sua ameaça de ir à Justiça para tentar impedir a tabulação apropriada dos votos, nós temos equipes jurídicas de prontidão e preparadas para serem enviadas e resistirem a esses esforços”, afirmou.

O discurso de Trump teve eco em uma manifestação de Bolsonaro. Ontem, no Twitter, ele falou na ingerência de potências estrangeiras nos Estados Unidos.

Não citou nomes de países, e afirmou que o pleito norte-americano poderia ter reflexos na “liberdade” no Brasil e admitiu o crescimento da esquerda na América do Sul.

Hoje, Bolsonaro se mantém em silêncio e o vice, Hamilton Mourão, disse que o Brasil terá relações diplomáticas normais com os EUA, no caso de vitória de Biden.

O problema é Ernesto Araújo, declaradamente engajado nas políticas externas de Donald Trump.

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