Black Lives Matter condena “tratamento desumano” dos EUA a Cuba

Black Lives Matter. Foto: Wikimedia Commons

Publicado no site Abril.pt

«O Black Lives Matter condena o tratamento desumano dado aos cubanos pelo governo federal dos Estados Unidos e insta-o a suspender imediatamente o embargo económico. Esta política cruel e desumana, ditada com a intenção de desestabilizar o país e minar o direito dos cubanos de escolher seu próprio governo, é a principal razão da actual crise», afirma o movimento numa declaração na sua conta de Instagram.

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O BLM, sigla que se traduz por «as vidas dos negros importam», lembrou que, «desde 1962, os Estados Unidos impõem dor e sofrimento ao povo cubano», cortando o acesso a alimentos, remédios e outros abastecimentos, «o que já custou a esta pequena ilha cerca de 130 mil milhões de dólares».

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«Sem esse dinheiro, fica mais difícil para Cuba adquirir o equipamento médico necessário para desenvolver as suas próprias vacinas contra a Covid-19, bem como equipamentos para a produção de alimentos», pode ler-se.

O movimento acrescenta que isto ocorre apesar da existência de um forte sistema de saúde no país, que historicamente oferece assistência médica a situações de desastre em todo o mundo.

«O povo cubano está a ser punido pelo governo dos Estados Unidos porque manteve o seu compromisso com a soberania e a autodeterminação», refere ainda o comunicado.

O movimento afirma também que «os líderes dos Estados Unidos tentam esmagar [a revolução cubana] há décadas» e que, em vez de «amizade, respeito e boa vontade», o governo dos Estados Unidos apenas «instigou o sofrimento de 11 milhões de pessoas no país, das quais quatro milhões são negras e mulatas».

O BLM destacou que Cuba tem demonstrado historicamente a sua solidariedade com os povos oprimidos de ascendência africana, «desde proteger revolucionários como Assata Shakur, ao conceder-lhe asilo, ao apoio às lutas de libertação em Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e África do Sul».

No final da declaração, o movimento insta o presidente Biden «a acabar com o embargo», uma vez que este é «uma violação flagrante dos direitos humanos».

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