
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social registrou lucro recorrente de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 17% em relação ao mesmo período do ano passado. No período, os desembolsos chegaram a R$ 36,2 bilhões, crescimento de 44% na comparação anual.
As aprovações de crédito somaram R$ 45,7 bilhões, avanço de 37% sobre o primeiro trimestre de 2025. A carteira de crédito do banco alcançou R$ 678,2 bilhões, maior patamar desde 2016, enquanto os ativos totais se aproximaram de R$ 1 trilhão.
A inadimplência permaneceu em 0,046%, abaixo da média do sistema financeiro. Para a direção do banco, o resultado combina expansão do crédito com preservação da qualidade da carteira.
Os desembolsos para a indústria cresceram 67% no trimestre, chegando a R$ 8 bilhões. A infraestrutura recebeu R$ 13,4 bilhões, alta de 51%, enquanto a agropecuária teve R$ 9,1 bilhões, avanço de 40%.

Nas micro, pequenas e médias empresas, as aprovações somaram R$ 29 bilhões, aumento de 120% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Considerando também garantias oferecidas por fundos garantidores, o apoio total ao segmento chegou a R$ 49,8 bilhões.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que o banco busca reforçar o financiamento a áreas consideradas estratégicas, como inovação, biotecnologia, minerais críticos, fertilizantes, biocombustíveis e infraestrutura verde. Segundo ele, “o mais importante é esse crescimento com qualidade”.
O banco também ampliou sua atuação em respostas emergenciais, com linhas para empresas afetadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul e por tarifas impostas pelos Estados Unidos. A instituição ainda prepara R$ 10 bilhões em crédito para iniciativas de segurança pública.