Boato do dia: Veja vai usar vazamento de Marcelo Odebrecht contra Lula. Por Fernando Brito

Lula: “Me respeitem para que eu possa respeitar vocês”

Por Fernando Brito, do Tijolaço.

Os “vazamentos criminosos” – como os chama de forma cinicamente exata o Procurador Rodrigo Janot – se preparam hoje e amanhã, para fazer a capa da Veja e de suas aprendizes de difamação.

Informações incompletas – que repetem, basicamente a lama levantada há um mês pela Isto é – prenunciam que vai ser jogada aos jornais uma até agora suposta delação de Marcelo Odebrecht envolvendo Lula.

Não seria de esperar diferente, já que “pegar o Lula” sempre foi o objetivo do processo de chantagem e tortura que se fez, ao longo de um ano e meio, com o empresário. Não precisa ser nenhum gênio para saber que, sem isso, neca de acordo. Todo o resto – indenização, mais uns meses que – como se viu com Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa, podem ter um “desconto de tornozeleira – importa muito pouco.

Talvez não fosse para agora o uso da “arma secreta” que tanto tempo custou construir, mas a pesquisa Datafolha atropelou os planos e fez o “Comando Marrom” integrado pelo cogumelo de mídia e o tumor investigatório decidir-se a agir, já.

Em meio ao caos que construíram colocando no poder uma inutilidade pedante, é preciso tirar do povo brasileiro o referencial mais claramente visível de como arrancar o Brasil do desastre – e ainda assim a duras penas.

O efeito do que fizerem, porém, tende a estar longe da bomba atômica que esperam lançar.

Em primeiro lugar, porque Lula se manteve longe do governo e do comando das estruturas partidárias com boas razões: uma ou outra coisa o obrigariam ao trato das decisões e dos negócios que um ou outro obrigariam.

Mas, sobretudo, porque depois de dois anos de perseguição, ofensas à honra, pixulecos coxinhas, inquéritos, indiciamentos e busca até microscópicas sobre tudo o que se podia usar contra ele, os gráficos estampados no Datafolha mostram que o ataque infeccioso já produziu anticorpos de lucidez em boa parte da população.

Se será o suficiente para salvar o débil organismo que se tornou o Brasil, impossível dizer.

Mas que a metástase ainda encontra partes sadias e resistentes no organismo, isso está visto.