Bolsonarista investigado por puxar homem negro acorrentado deve R$ 1 milhão

Atualizado em 30 de outubro de 2026 às 13:05
Homem negro com adesivos do PT é puxado por uma corrente durante ato na Barra da Tijuca
Homem negro com adesivos alusivos ao PT segura um tridente enquanto uma corrente é puxada durante manifestação. Foto: Reprodução

O bolsonarista Carlos Eduardo Martins, identificado como o homem filmado puxando pela corrente um homem negro durante um ato de apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL), na Barra da Tijuca (RJ), tem uma dívida superior a R$ 1 milhão. O episódio ocorreu em 24 de outubro, na véspera do segundo turno das eleições.

Ele aparece como sócio de duas empresas que acumulam mais de R$ 1 milhão em débitos inscritos na Dívida Ativa da União, conforme consulta pública ao portal Dívida Aberta.

A Top Gran Comércio de Granitos e Mármores Ltda. reúne débitos superiores a R$ 666 mil. A Cem Locação de Bens Móveis e Serviços Ltda. soma mais de R$ 386 mil, o que eleva o total das pendências das duas companhias para mais de R$ 1 milhão.

TRE-RJ analisa imagens

A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga o caso. As imagens mostram a vítima com adesivos e inscrições alusivas ao PT e segurando um tridente. Enquanto puxava a corrente, Carlos Eduardo Martins gritou ofensas contra o presidente Lula (PT).

A Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) registrou o caso e confirmou, em 26 de outubro, que realiza diligências para esclarecer as circunstâncias do episódio.

O Ministério da Igualdade Racial pediu ao Ministério da Justiça e à Procuradoria Regional Eleitoral do Rio de Janeiro que apurem uma possível ocorrência de crime de racismo. O pedido ocorreu depois que o jornalista francês Raphaël Bernard divulgou as imagens nas redes sociais.

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro informou, em 25 de outubro, que analisaria o vídeo. A gravação foi feita durante uma manifestação política realizada um dia antes da votação do segundo turno.

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