Bolsonarista Luiza Possi ataca festas de Halloween: “Típico de Satanás”

Atualizado em 31 de outubro de 2026 às 18:34
Luiza Possi, de vestido vermelho, posa para retrato em imagem de arquivo
A cantora Luiza Possi, em imagem de arquivo. Foto: Reprodução/Instagram

A cantora Luiza Possi, identificada com o bolsonarismo por suas manifestações públicas recentes, criticou o Halloween, celebrado neste sábado (31), e associou a comemoração a Satanás. Em vídeo publicado no Instagram, a artista afirmou que a festa representa um “culto ao oculto” e declarou que não permite a celebração dentro de casa.

No início da gravação, Possi comentou que nunca teve grande identificação com a data, mas passou a enxergá-la de maneira diferente depois de sua conversão religiosa. Segundo ela, o Halloween teria raízes pagãs e estaria associado à celebração de bruxas e mortos. A cantora recorreu a passagens bíblicas para argumentar que determinadas práticas culturais seriam incompatíveis com a fé cristã.

A artista afirmou que a comemoração transforma símbolos ligados à morte e à violência em uma brincadeira aparentemente inofensiva. Na interpretação de Possi, essa apresentação festiva esconderia elementos espirituais contrários aos valores que passou a seguir. Ela classificou a celebração como algo “típico de Satanás” e alertou os seguidores para o que considera armadilhas disfarçadas de diversão.

Durante o vídeo, a cantora também afirmou acreditar que o dia 31 de outubro teria uma importância espiritual particular, com forças sobrenaturais mais próximas da Terra. A declaração foi apresentada como parte de suas convicções religiosas, sem indicação de evidências que sustentassem essa interpretação.

Possi reconheceu que sua posição poderia ser considerada radical, mas reiterou que não pretende flexibilizar a decisão em relação à família. “Na minha casa o Halloween não entra”, afirmou. A restrição, segundo ela, também alcança a participação de familiares em festas da data.

Na legenda da publicação, a artista explicou que procura avaliar os costumes que incorpora ao cotidiano de acordo com os princípios de sua fé. Disse que a escolha não se resume a uma rejeição pessoal à festa, mas envolve os valores que pretende transmitir aos filhos.

A manifestação ocorre em uma fase de aproximação pública da cantora com figuras e pautas do bolsonarismo. Em agosto de 2025, Possi elogiou o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), ao comentar uma publicação do parlamentar sobre a chamada adultização infantil. “Nikolas, você é necessário demais”, escreveu na ocasião.

Posteriormente, a cantora procurou relativizar a manifestação. Em entrevista divulgada em novembro daquele ano, afirmou que sua concordância com Nikolas se limitava ao assunto tratado na publicação e não representava adesão a todas as posições do deputado. A artista também passou a ser associada à defesa de Jair Bolsonaro depois de publicar mensagens sobre injustiças e abusos de poder em meio à repercussão da condenação do ex-presidente, embora não o tenha mencionado nominalmente nessas declarações.

A mudança de posicionamento político chamou atenção porque, em 2021, Possi havia defendido publicamente a saída de Bolsonaro da Presidência. No ano seguinte, publicou manifestações interpretadas como apoio à candidatura de Lula (PT). O contraste alimentou discussões nas redes sociais sobre sua guinada política e religiosa.

A transformação também atingiu sua trajetória musical. Em março deste ano, Luiza anunciou que passaria a dedicar a carreira à música gospel, depois de mais de duas décadas trabalhando com música popular. Em junho, lançou o álbum Eu Quero Conhecer Jesus, consolidando a nova orientação artística.

A decisão recebeu manifestações de apoio da família. Em junho, Zizi Possi defendeu a filha das críticas à mudança religiosa. A cantora afirmou perceber Luiza satisfeita com o novo caminho, embora tenha ressaltado que sua própria maneira de se relacionar com a espiritualidade é diferente.

Agora, ao condenar o Halloween, Luiza volta a relacionar suas escolhas pessoais e familiares às convicções adquiridas após a conversão. A associação entre a festa e Satanás corresponde à interpretação religiosa apresentada pela artista, não a uma característica universal da comemoração.

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