Bolsonarista que socou mulher no metrô já era alvo de medida protetiva

Atualizado em 18 de outubro de 2026 às 23:10
Diogo Freire
O bolsonarista Diogo Freire, filmado agredindo mulher no metrô de São Paulo. Foto: Reprodução

O bolsonarista Diogo Freire Estevão, gravado dando dois socos em uma mulher no metrô de São Paulo neste domingo (18), já era alvo de uma medida protetiva em outro caso de violência contra a mulher. Ele é investigado por supostas ameaças de morte contra outra mulher e seu marido. As informações são da coluna de Demétrio Vecchioli, do Metrópoles.

A decisão da Justiça de Vargem Grande Paulista, na Grande São Paulo, proíbe Diogo de se aproximar das vítimas, de seus familiares e de testemunhas. Ele também está impedido de manter contato com os ofendidos por qualquer meio e de frequentar os locais de trabalho e os demais endereços mencionados no processo.

Segundo os relatos reproduzidos na decisão, o caso começou após um desentendimento entre a mulher e Lêda Teixeira Freire, esposa de Diogo, em um supermercado. A discussão envolveu ofensas mútuas e terminou em confronto físico. A mulher afirma que, depois desse episódio, passou a receber ligações ameaçadoras de Diogo.

Em uma dessas ligações, ele teria dito que iria agredi-la e matá-la caso a encontrasse nos lugares que costumava frequentar. O relato registrado na decisão também menciona que Diogo afirmou possuir arma de fogo. Um áudio da ligação foi anexado ao processo, segundo a reportagem.

O marido da mulher também relatou ameaças. De acordo com seu depoimento, Diogo teria afirmado que gastaria o dinheiro necessário para prejudicar a vida do casal e repetido que possuía uma arma. Ainda segundo o relato, ele disse que os dois tiveram sorte de não terem sido encontrados, pois estariam mortos se isso tivesse ocorrido.

Houve também um episódio em julho, quando Diogo teria ido às 5h a uma academia em Vargem Grande Paulista e feito novas ofensas e ameaças de morte contra as vítimas. Seguranças do estabelecimento e policiais militares precisaram intervir. Desde então ele estaria proibido de entrar no local.

Procurado pelo Metrópoles para comentar a decisão judicial, Diogo encaminhou o contato ao seu advogado e a defesa não respondeu.

Laura Jordão
Estudante de Sociologia e Política na Fundação Escola de Sociologia e Política; escrevo pelo Diário do Centro do Mundo!