
Manifestantes se reuniram na tarde desta quinta-feira (8), no salão nobre da Faculdade de Direito da USP, no centro de São Paulo, em ato contra o Projeto de Lei da Dosimetria, vetado mais cedo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A mobilização ocorreu na data em que se completaram três anos dos ataques às sedes dos Três Poderes, em 2023. Com informações da Folha.
Durante o evento, um grupo de extrema-direita entrou em confronto com participantes do ato. Segundo relatos, o ex-deputado estadual bolsonarista Douglas Garcia, do União Brasil, subiu às galerias do salão para gravar vídeos e provocar os manifestantes. Em meio aos gritos de “fascista”, ele teve a camisa rasgada e foi retirado do local.

No térreo do prédio, a situação se intensificou com a presença do vereador Rubinho Nunes, também do União Brasil, e integrantes de sua equipe. Houve troca de agressões físicas entre políticos e militantes, diante de policiais que acompanhavam a movimentação.
Um dos participantes do ato, Luiz Nicoletti, de 21 anos, integrante do coletivo Graúna, afirmou ter sido agredido. “Eles vieram tumultuar, principalmente Douglas. A polícia ficou apenas cercando o local, sem intervir”, disse. O protesto foi convocado pelo PT de São Paulo, pelo Centro Acadêmico XI de Agosto e pelo grupo Prerrogativas, e reuniu cerca de 40 entidades.
Ato neste momento em São Paulo contra a tentativa de Golpe do dia 8 de janeiro no auditório da Faculdade de Direito da USP – DEMOCRACIA SEMPRE, GOLPE NUNCA MAIS, PUNIÇÃO AOS GOLPISTAS pic.twitter.com/YPfmrJXNCF
— PT São Paulo (@ptsaopaulosp) January 8, 2026
Os organizadores divulgaram um manifesto que defende a data como um marco em defesa da democracia e se posiciona contra iniciativas para perdoar ou reduzir penas dos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro. Entre os signatários estão o coordenador do Prerrogativas, Marco Aurélio de Carvalho, a senadora Teresa Leitão e o advogado Pierpaolo Bottini.
Durante o ato, manifestantes entoaram palavras de ordem como “sem anistia” e fizeram críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O ator Paulo Betti atuou como mestre de cerimônias e defendeu a eleição de parlamentares comprometidos com a democracia. Também participaram o ex-presidente do PT José Genoíno e o deputado federal Ricardo Galvão.