Bolsonaro ataca o Podemos, partido que quer lançar Moro candidato a presidente em 2022

O presidente Jair Bolsonaro (PSL), que disse já ter conversado com o ministro Sergio Moro (Justiça) sobre possíveis mudanças na Polícia Federal – Evaristo Sá – 29.ago.2019/AFP

Jair Bolsonaro atacou o Podemos em postagem feita no Twitter esta manhã. Ele está revoltado com a ação que o partido move no Supremo Tribunal Federal para derrubar a tarifa do cheque especial, que será cobrada de todos que tiverem limite acima de 500 reais, independentemente da utilização.

O Podemos não é um partido qualquer no universo do bolsonarismo. Presidido pela deputada Renata Abreu, teve em 2018 Álvaro Dias como candidato a presidente e é uma das legendas que mais têm crescido no Congresso, principalmente no Senado.

Nos bastidores, o partido teria dito a senadores que a legenda terá em 2022 Sergio Moro como candidato a presidente. Carlos Bolsonaro já chegou a atacar o partido por conta dessa movimentação, sem citar Moro, claro. Seguem os tuítes de Bolsonaro:

O Partido PODEMOS entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, no STF, contra a cobrança de tarifa no cheque especial. A tarifa faz parte de uma medida para reduzir os juros  do cheque especial que passam a ficar limitados em 8% ao mês.

Hoje, grande parte dos 20 milhões de clientes, que tem o limite de até R$ 500,00, estão endividados.  Estamos falando de pessoas que não podem saldar suas dívidas e pagam juros médios de 14%/mês, e que seriam isentas da tarifa de acordo com a medida que foi tomada pelo BC.

Cancelar a medida pela via judicial, seria fazer os juros voltarem a subir para 14%, prejudicando os mais pobres e mais endividados. A quem interessa a ação do PODEMOS? Aos pobres ou aos banqueiros?

A taxa é indecente e, possivelmente, ilegal. A taxa de juros do cheque especial poderia cair com uma ação dos bancos públicos, sob controle do governo. Não há justificativa econômica para juros tão altos — 14% ao mês —, no momento em que a taxa Selic — juros básicos da economia — está em 4,5% ao ano.

Quem defende os banqueiros é o governo Bolsonaro, com a criação da taxa do cheque especial. O Podemos está na dele, correndo por fora enquanto Bolsonaro vê em João Doria e Wilson Witzel potenciais adversários em 2022. O inimigo principal pode estar na Esplanada dos Ministérios.

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