Bolsonaro começa a se transformar na maior praga para o agronegócio. Por Fernando Brito

O presidente da República, Jair Bolsonaro (Evaristo Sá/AFP)

PUBLICADO NO TIJOLAÇO

POR FERNANDO BRITO

Os agroboys bolsonaristas que se cuidem.

Nélson de Sá, na Folha de hoje, mostra os estragos dos coices ambientais de Jair Bolsonaro.

Dois dos principais veículos de comunicação alemães, o Der Spiegel e Die Zeit fazem uma verdadeira conclamação por sanções comerciais contra o Brasil, por conta do desmatamento da Amazônia.

“É hora de sanções contra o Brasil”, diz a revista, enquanto o jornal sugere que “é preciso apertar onde dói”, ou seja, nos negócios com a Alemanha.

Fala-se abertamente em boicotar a compra de soja brasileira. Os agricultores do GrainBelt, nosso maior concorrente em exportações do produto para os alemães agradecem, penhorados, sobretudo nesta época de encrenca comercial com a China.

Die Zeit propõe, expressamente:

Talvez seja mais promissor começar em um ponto que fere mais o Brasil: nos interesses econômicos de seus exportadores, por exemplo, agricultores que vendem soja e carne bovina em grande escala para metade do mundo. A União Europeia é um dos principais importadores e acaba de assinar um acordo de livre comércio com o Mercosul, o mercado comum sul-americano

Claro, por déficit cognitivo, existência fútil e excesso de sertanejo universitário, os agroboys vão demorar a compreender – se é que vão – as consequências do que está fazendo seu “Mito”.

Mas os papais dos filhinhos, estes já estão vendo e é sinal disto a entrevista de Blairo Maggi, eleitor de Bolsonaro ao Valor, dizendo que o discurso presidencial anula todo o esforço do agronegócio para se firmar no mundo.

O acordo com a União Europeia, tão festejado, parece ter nascido morto.

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