Bolsonaro concluiu com fecho de ouro as nomeações. Por Luis Felipe Miguel

Ricardo de Aquino Salles é o futuro ministro do Meio Ambiente. Foto: Arquivo Pessoal

Publicado originalmente no perfil de Facebook do autor

POR LUIS FELIPE MIGUEL, professor de ciência política da UnB

Bolsonaro concluiu com fecho de ouro as nomeações para seu ministério.

Ricardo Salles, para quem não lembra, é aquele que fez sua campanha para deputado federal apontando que seu número era o mesmo de um projétil de fuzil e incitando o fuzilamento de trabalhadores sem terra. Tão sem noção que seu partido – o Novo (sic), vejam só – teve que se manifestar publicamente reprovando.

Sua folha corrida de serviços à causa do meio ambiente tem como ponto alto a suspeita de esconder alterações em mapas do zoneamento do rio Tietê, a fim de permitir que mineradoras explorem áreas que deveriam ser de proteção ambiental, o que lhe valeu processo por improbidade administrativa.

Uma excelente escolha. Não destoa, pelo contrário: forma bem ao lado de Moro, Onyx, Tereza Cristina e, claro, do próprio Jair.

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