Bolsonaro deixa hospital após exames e volta para a prisão

Atualizado em 7 de janeiro de 2026 às 17:18
Cercado por agentes, Bolsonaro deixa hospital após fazer exames. Foto: Divulgação

O ex-presidente Jair Bolsonaro deixou no início da noite desta quarta-feira o hospital DF Star, em Brasília, após permanecer cerca de cinco horas no local para a realização de exames médicos. O deslocamento foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e toda a operação de transporte e segurança ficou sob responsabilidade da Polícia Federal.

Após os procedimentos, ele retornou à Superintendência da PF, onde cumpre pena. No hospital, o ex-presidente esteve acompanhado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Deputados aliados, como Coronel Chrisostomo (PL-RO) e Bia Kicis (PL-DF), além de apoiadores, estiveram no local para demonstrar apoio.

A movimentação ocorreu enquanto Bolsonaro realizava exames voltados à avaliação da região do crânio. Os procedimentos médicos foram solicitados após uma queda registrada na madrugada de terça-feira dentro da unidade da Polícia Federal.

Segundo informações oficiais, o ex-presidente foi submetido a tomografia computadorizada de crânio, ressonância magnética e a um eletroencefalograma, exames considerados complementares na análise de possíveis alterações neurológicas.

Relatório médico elaborado anteriormente pela corporação indicava que o ex-presidente estava consciente, orientado e sem sinais de déficit neurológico. O documento apontava apenas lesões superficiais e leve desequilíbrio ao ficar em pé, motivo pelo qual, inicialmente, não foi considerada necessária a remoção imediata para um hospital.

Bolsonaro no hospital. Foto: Divulgação

A autorização para a realização dos exames foi concedida após pedido da defesa e apresentação de laudos médicos ao Supremo. Em um primeiro momento, Moraes avaliou que não havia urgência no deslocamento, mas liberou a ida ao hospital depois de receber a documentação solicitada pela Corte.

Bolsonaro está preso desde o fim de novembro na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Ele cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, imposta pelo STF por envolvimento na tentativa de golpe de Estado, conforme decisão judicial já transitada.

A queda que motivou os exames ocorreu poucos dias após o ex-presidente receber alta hospitalar por procedimentos médicos relacionados a uma hérnia e a um quadro persistente de soluços. De acordo com o cirurgião Claudio Birolini, Bolsonaro se sentiu mal, caiu da cama onde dorme na sala de Estado-maior e sofreu um traumatismo cranioencefálico leve.

Segundo informações apuradas pela Polícia Federal, o ex-presidente não pediu ajuda imediata aos agentes após a queda. A lesão teria sido identificada apenas no dia seguinte, quando passou por avaliação médica dentro da própria unidade, sendo recomendada observação clínica.

Em nota divulgada na terça-feira, a PF informou que o médico da corporação constatou ferimentos leves e não identificou, naquele momento, necessidade de encaminhamento hospitalar. Posteriormente, a corporação esclareceu que qualquer remoção dependeria de autorização do Supremo Tribunal Federal, o que acabou ocorrendo nesta quarta-feira.

Guilherme Arandas
Guilherme Arandas, 27 anos, atua como redator no DCM desde 2023. É bacharel em Jornalismo e está cursando pós-graduação em Jornalismo Contemporâneo e Digital. Grande entusiasta de cultura pop, tem uma gata chamada Lilly e frequentemente está estressado pelo Corinthians.