Bolsonaro está assustado, mas parte da esquerda continua depressiva. Por Moisés Mendes

Atualizado em 12 de outubro de 2022 às 7:47
Presidente Jair Bolsonaro (PL). Foto: Reprodução

Por Moisés Mendes

Aconteceu o que estava previsto, e os medos do quase canibal apareceram, sem retoques, no final da tarde de terça-feira na manchete da Folha:

Bolsonaro retoma tom golpista e pede cerco de apoiadores a seções eleitorais no segundo turno.

Por que retomou a tática do golpe? Porque está inseguro. O sujeito achava que entraria na campanha do segundo turno mais forte.

Mas as pesquisas mostram que não mudou nada. Todos os institutos reafirmam a vitória de Lula, com índices semelhantes ao do primeiro turno.

O Bolsonaro paz e amor do domingo da eleição, depois de uma votação surpreendente, não existe mais.

Está de volta o golpista. Bolsonaro sabe o que muitos setores da esquerda negam: sabe que vai perder.

Só uma esquerda depressiva finge que não sabe. É aquela esquerda do eu-bem-que-avisei, que está sempre pronta para perder e sofrer.

É uma esquerda frágil e infantil, que não se permite acreditar em vitórias em momentos graves, porque conspira contra os próprios sonhos.

Uma certa esquerda que se apequena e se vitimiza com o próprio pessimismo e que só se sente bem transferindo aos outros as dores das suas descrenças.

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INDÍGENAS
Minas e Mato Grosso elegeram mulheres representantes de povos indígenas. O Rio Grande do Sul elegeria uma kaingangue?

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O TAMANHO DA COVARDIA
Achei que a OAB, as instituições ainda vivas, as instituições que se fingem de mortas e os liberais (inclusive os do mercado financeiro) iriam se rebelar contra a tentativa de golpe do canibal com o aparelhamento do Supremo.

Todo mundo quietinho. Tem a conversinha hermenêutica de sempre, e sempre com os mesmos, mas nada além disso.

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CÚMPLICES
Tik tok, Kwai, Instagram, Facebook, Twitter e aparentados são engrenagens decisivas para a disseminação do fascismo.

Não é apenas omissão. É conluio mesmo, com ações deliberadas de apoio às fake news e sabotagem aos conteúdos de esquerda.

As estruturas das redes sociais foram dominadas pela extrema direita, com a cumplicidade e o engajamento das corporações.

Texto publicado originalmente em Blog do Moisés Mendes

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