Bolsonaro está histérico e paranoico após pesquisas, dizem aliados: “Ninguém me tira daqui”

Atualizado em 8 de junho de 2022 às 15:51
Bolsonaro está nervoso com a Anvisa
Bolsonaro está histérico e paranoico com pesquisas – Foto: Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro (PL) não reagiu nada bem ao ser informado dos resultados das mais recentes pesquisas eleitorais. Aliados do Planalto, parlamentares do Centrão confirmaram que ele ficou histérico ao ver os números e teria dito de forma quase melodramática que não vai sair do cargo.

Um deputado que faz parte da cúpula presidencial disse em um grupo de WhatsApp para correligionários que Bolsonaro ficou fora de si ao ver os números das mais recentes pesquisas que indicam Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vencendo no primeiro turno. Os dados não são apenas os oficiais, divulgados por institutos como a Quaest e o Datafolha, mas de levantamentos internos encomendados pelo próprio governo.

A primeira reação do presidente ao saber que Lula tem grandes chances de vencer no primeiro turno foi uma gargalhada, confirmou outro parlamentar. Mas depois, ao conversar com seus aliados mais próximos, Bolsonaro percebeu que tratava-se de dados sólidos e isso o deixou fora de si. “Ninguém me tira daqui”, teria gritado aos quatro ventos enquanto dizia que o Centrão queria derrubá-la.

O presidente precisou ser acalmado e o mesmo deputado federal do Centrão confirmou que isso levou mais de 30 minutos tamanho o nervosismo. Gritos teriam sido ouvidos fora do gabinete presidencial e chamado a atenção de funcionários. A maior insistência do presidente é em dizer que o povo estaria com ele e que há um conluio para derrubá-lo.

“Ele começou a dizer que existe um acordo entre o Lula, o STF, o TSE e o Centrão, tudo para derrubá-lo. Foi algo surreal”, comentou o deputado sob a condição de sigilo. A situação constrangedora fez com que ministros do grupo começassem a se preocupar com o estado emocional de Bolsonaro para o período eleitoral. Alguns consideram que ele não terá condições de enfrentar a adversidade.

A paranoia de Bolsonaro, no entanto, não faz coro nos corredores do Planalto. Ninguém leva a sério essas denúncias conspiratórias e mesmo membros das Forças Armadas enxergam a histeria mais como um sinal de fraqueza do que de força.

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