
Um relatório médico elaborado pela Polícia Federal (PF) e encaminhado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes informa que o ex-presidente Jair Bolsonaro estava consciente, orientado e sem sinais de déficit neurológico na manhã desta terça-feira (6), após sofrer uma queda durante a noite na cela em que está custodiado, em Brasília.
O documento foi solicitado por Moraes depois de pedido da defesa para que Bolsonaro fosse autorizado a realizar exames em um hospital particular. Com base nas primeiras informações, o ministro afirmou que não havia necessidade de remoção imediata, mas determinou o envio do laudo completo e a especificação dos procedimentos médicos pretendidos pelos advogados.
Segundo o relatório da PF, Bolsonaro apresentava lesão superficial cortante no rosto e no pé esquerdo. O documento aponta também que a mobilidade e a sensibilidade estavam preservadas nos membros superiores e inferiores.
O texto registra ainda que Bolsonaro apresentou leve desequilíbrio ao permanecer em pé, sem outros sinais clínicos relevantes no momento da avaliação feita pela equipe médica responsável pelo atendimento.
De acordo com os agentes que acompanham a custódia, Bolsonaro relatou tontura ao longo do dia e episódios de soluços intensos durante a noite. A defesa sustenta que esses sintomas, somados à queda, justificam a realização de exames de imagem e avaliações neurológicas mais detalhadas.
Após o despacho de Moraes, os advogados apresentaram novo pedido para que sejam feitos exames complementares, incluindo avaliação da atividade elétrica cerebral. Caberá ao ministro decidir se autoriza a realização dos procedimentos fora da unidade prisional onde Bolsonaro está custodiado.
