Bolsonaro poderá fazer exames em hospital após queda na PF, decide Moraes

Atualizado em 7 de janeiro de 2026 às 10:39
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja levado ao hospital para realizar exames após cair e bater a cabeça na cela da Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A decisão, tomada nesta quarta-feira (7), atendeu ao pedido da defesa, apresentado depois do episódio ocorrido na madrugada de terça-feira (6).

Bolsonaro será submetido a tomografia, ressonância magnética do crânio e eletroencefalograma. Moraes determinou que o transporte seja feito pela Polícia Federal “de maneira discreta”, com desembarque pela garagem do hospital. O ex-capitão deixará temporariamente a sede da PF, onde cumpre pena, apenas para a realização dos exames.

Um relatório médico da própria PF, elaborado ainda na terça-feira, registrou que Bolsonaro apresentava “lesão superficial cortante” no rosto e no pé esquerdo. Segundo o documento, ele estava “consciente, orientado, sem sinais de déficit neurológico”, com motricidade e sensibilidade preservadas, embora tenha apresentado “leve desequilíbrio” ao ficar em pé.

A defesa havia solicitado que Bolsonaro fosse levado ao hospital ainda na terça. Moraes negou a remoção imediata ao afirmar que não havia “nenhuma necessidade de remoção imediata”, pedindo antes o laudo da PF e a lista dos exames considerados necessários pelos advogados. Depois da entrega dos documentos, ele autorizou o deslocamento para avaliação complementar.

Michelle diz que Bolsonaro não se lembra de nada após queda

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou que o marido “não se lembra de nada” depois de cair e bater a cabeça. A declaração foi feita na noite desta terça-feira (6), após visita ao ex-presidente.

Segundo Michelle, Bolsonaro apresentou hematoma no rosto, sangramento no pé e respostas lentas após a queda. Ela disse que tentou conversar com o marido, mas que ele não recordava o ocorrido: “Tentei conversar, mas ele não lembrava de nada. Ele disse que sabe que caiu, mas não lembra, não sabe quanto tempo ficou caído, não lembra quando acordou.”

Ela afirmou temer possíveis danos neurológicos e questionou a ausência de atendimento imediato. “A gente não sabe por quanto tempo ele ficou desacordado, se ele teve algum trauma, se ele teve algum dano neurológico, essa é nossa preocupação”, disse.