
Jair Bolsonaro apresentou “quadros de soluços intensos e prolongados” e oscilações de pressão arterial nas últimas 48 horas, segundo relatório médico enviado ao Supremo Tribunal Federal nesta sexta-feira (8). Os médicos informaram que a terapia foi ajustada e que houve aumento de medicações, com “resposta parcial” ao tratamento.
O documento também aponta que os soluços podem estar associados a uma possível irritação do nervo frênico, ligado ao controle da respiração e aos movimentos do diafragma. Segundo a Itatiaia, o relatório foi enviado pela defesa ao STF após a cirurgia no ombro direito realizada no início de maio.
Jair Bolsonaro deixou o hospital na segunda-feira (4), depois do procedimento para corrigir lesões no ombro direito, e voltou à prisão domiciliar. De acordo com os médicos, a cirurgia ocorreu sem intercorrências e a recuperação do ombro deve levar de seis a nove meses.
O novo relatório informa ainda que foi iniciada fisioterapia motora “leve e progressiva”. O acompanhamento médico ocorre dentro das condições impostas pelo STF para a prisão domiciliar temporária concedida ao ex-presidente por razões de saúde.

Em março, Jair Bolsonaro passou duas semanas internado em Brasília após um quadro de broncopneumonia bacteriana bilateral decorrente de broncoaspiração. Na época, Alexandre de Moraes autorizou a transferência do ex-presidente para prisão domiciliar por 90 dias durante a recuperação, com uso de tornozeleira eletrônica e restrições de comunicação
Antes da decisão, Moraes havia pedido manifestação da Procuradoria-Geral da República sobre o pedido de prisão domiciliar humanitária. A solicitação da defesa foi apresentada após internação no DF Star, com diagnóstico de broncopneumonia e relatório médico sob sigilo.
Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Antes da prisão domiciliar, ele cumpria pena no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, dentro do Complexo Penitenciário da Papuda.