Bolsonaro vai até a Argentina, faz campanha por Macri e ratifica papel intervencionista do Brasil no continente

Bolsonaro e Macri. Foto: Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro, em visita a Buenos Aires, praticou novamente o intervencionismo brasileiro em assuntos internos de países da região, que é a marca de seu governo desde o início.

Depois de ter ido aos Estados Unidos fazer campanha por Donald Trump, depois de ter recebido uma “embaixadora” venezuelana de um governo que não existe (Guaidó), depois de ter enviado seu ministro da Justiça, Sergio Moro, para fazer reuniões com oposicionistas ao governo Evo Morales na Bolívia, chegou a vez da Argentina.

“Não queremos mais uma Venezuela na região. Esperamos que os argentinos votem com a razão, e não com a emoção”, discursou o brasileiro, como se o mandatário do Brasil tivesse que esperar qualquer coisa sobre como votam os argentinos em sua eleição presidencial.

E concluiu: “Deus ilumine ao povo argentino nas próximas eleições”. O presidente Mauricio Macri, ao seu lado, sorriu agridoce.

Enquanto isso, na Praça de Maio, em frente à sede do Executivo argentino, organismos de Direitos Humanos e de defesa dos diretos da Mulher protestavam contra a presença do político de extrema direita brasileiro em seu país.

Assim segue Jair Bolsonaro. Onde quer que vá, seja no Chile, na Argentina, em Israel ou nos Estados Unidos, sempre enfrenta protestos públicos, sempre se arvora a interferir nos assuntos internos de seus anfitriões, sempre se portas como o deputado do baixo clero que sempre foi, escudando o entendimento radical de uma franja da sociedade brasileira que por ele foi alçada à expressão integral do povo brasileiro.

Há seis meses, o Brasil não tem um chefe de Estado, mas tão somente um agitador político de beira de quartel, infelizmente alçado ao mais importante cargo da república graças a ação de muitos que até já se arrependeram.

Aguarda-se a autocrítica.

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